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  COORDENADORES PEDAGÓGICOS BLOGADOS NA REDE

É uma maneira diferente de divulgar projetos ou concluí-los, com a vantagem de permitir a interatividade

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  • Brasil tem maior taxa de reprovação no ensino médio desde 1999 - 16-05-2012

    Clipping Educacional - Do G1, em São Paulo
    Em 2011, índice de repetição foi de 13,1%, segundo o Inep.
    No mesmo ano, a reprovação no ensino fundamental foi de 9,6%.
    Em 2011, 13,1% de todos os estudantes matriculados em algum ano do ensino médio estavam repetindo a mesma série feita em 2010. A taxa de reprovação no ensino médio, incluindo tanto a rede pública quanto as escolas particulares, foi divulgada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) na tarde de segunda-feira (14) em seu site, com base nas informações do Censo Escolar 2011.O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, disse nesta quarta-feira (16), no Rio de Janeiro, que "precisa um estudo mais aprofundado para analisar" o aumento da taxa de reprovação no ensino médio em 2011 em relação aos anos anteriores. "Para avaliar o ensino, a taxa de reprovação é um dos indicadores de fluxo. O outro é a qualidade do aprendizado. Como o ensino médio é predominantemente estadual e nós tivemos mudanças de governo em muitos estados no ano passado, novos secretários de educação, novas atitudes, novos procedimentos, talvez tenha aí alguma explicação. Mas eu não quero me adiantar antes de um estudo mais aprofundado", disse Mercadante.Esse é o pior índice desde 1999, primeiro ano com dados disponíveis no site do Inep. Entre 2006 e 2007, o órgão alterou a metodologia e adotou a taxa de rendimento em vez de índices de evasão escolar. Porém, o número de alunos repetentes no ensino médio, que desde 2007 oscilava em cerca de 12%, acabou sofrendo um leve salto depois de cinco anos (veja tabela abaixo).
    Taxas de reprovação e abandono no ensino médio*
    AnoTaxa de reprovaçãoTaxa de abandono
    201113,1%9,6%
    201012,5%10,3%
    200912,6%11,5%
    200812,3%12,8%
    200712,7%13,2%
    Fonte: Inep/MEC
    *O rendimento dos estudantes é composto de quatro taxas: aprovação, reprovação, abandono e taxa de não-resposta (matrículas sem informação suficiente para que o Inep possa categorizá-las)
    Os estados com maior índice total de reprovação no ensino médio são Rio Grande do Sul (20,7%), Rio de Janeiro (18,5%) e Distrito Federal (18,5%), Espírito Santo (18,4%) e Mato Grosso (18,2%).
    A rede municipal de ensino na região urbana de Belém, no Pará, foi a que apresentou o maior índice de reprovação do país: 62,5% seguida pela rede federal na zona rural do Mato Grosso do Sul, com 40,3%.
    Os estados com menores taxas de repetição são Amazonas (6%), Ceará (6,7%), Santa Catarina (7,5%), Paraíba (7,7%) e Rio Grande do Norte (8%).

    Taxa de abandono
    Os dados sobre o rendimento dos estudantes é dividido em quatro categorias: taxa de aprovação, taxa de reprovação, taxa de abandono e taxa de não-resposta (TNR), composta matrículas que não se encaixam nas outras categorias por falta de informação nas escolas.
    Apesar do aumento na taxa de reprovação, o índico de abandono no ensino médio vem caindo de maneira constante: em 2007, 13,2% dos estudantes que estavam no ensino médio em 2006 haviam desistido de estudar, enquanto em 2011 o número de desistentes em relação a 2010 foi de 9,6%.
    VEJA OS ÍNDICES DE REPROVAÇÃO DE ALUNOS NA EDUCAÇÃO BRASILEIRA POR ESTADO (em %)

    TAXA DE REPROVAÇÃO
    NO ENSINO FUNDAMENTAL



    TAXA DE REPROVAÇÃO
    NO ENSINO MÉDIO
    UFTotalRede
    pública
    Rede
    particular
    TotalRede
    pública
    Rede
    particular
    BRASIL6,910,63,513,114,16,1
    AC7,98,28,28,58,74,5
    AL15,216,74,010,911,48,0
    AM10,210,73,46,05,98,9
    AP9,810,41,713,914,74,7
    BA15,216,34,315,616,37,4
    CE7,88,63,86,76,95,0
    DF10,813,33,018,522,37,1
    ES11,212,32,918,420,45,4
    GO7,68,62,812,914,05,9
    MA8,99,42,89,19,44,6
    MG7,37,83,212,613,36,8
    MS14,115,22,917,118,66,5
    MT3,63,82,118,219,54,7
    PA10,911,53,212,413,14,6
    PB11,913,33,37,78,15,3
    PE11,713,53,910,010,65,6
    PR9,510,32,512,613,84,1
    PI12,813,94,69,710,16,6
    RJ13,114,95,518,520,19,9
    RN14,917,14,58,08,17,8
    RO14,215,03,613,313,86,5
    RR9,39,72,713,213,76,6
    RS13,114,13,720,722,28,1
    SC4,44,62,07,57,94,6
    SE19,522,15,913,714,78,9
    SP4,95,42,613,915,34,6
    TO9,19,53,210,410,58,6
    Fonte: Inep/MEC


    Ensino fundamental
    Em 2011, segundo o Inep, o ensino fundamental teve taxa de reprovação de 9,6%. Os estados com maior índice total de reprovação neste ciclo do ensino básico são Sergipe (19,5%), Bahia e Alagoas (15,2%), Rio Grande do Norte (14,9%) e Rondônia (14,2%). A rede estadual de Bahia e Sergipe também têm os piores indices do país: 26,6% e 22,5%, respectivamente entre as escolas na zona urbana.
    Os estados com menores taxas são Mato Grosso (3,6%), Santa Catarina (4,4%), São Paulo (4,9%), Minas Gerais (7,3%) e Goiás (7,6%).

  • Professor está sobrecarregado com tarefas que são dos pais, diz educador - 16-05-2012

    Ana Carolina Moreno
    Clipping Educacional - Do G1, em São Paulo

    Marcos Meier dará palestra na Feira Educar, que abre nesta quarta em SP.
    Para ele, tecnologia mal utilizada não ajuda em nada a educação.
    O mestre em educação Marcos Meier (Foto: Divulgação)Marcos Meier, mestre em educação, será palestrante
    na Educar 2012 (Foto: Divulgação)
    A relação entre família, sociedade e escola é o tema da edição deste ano da Feira Educar Educador, que começa nesta quarta-feira (16), no Centro de Exposições Imigrantes, na Zona Sul de São Paulo. O mestre em educação Marcos Meier vai dar a palestra que sintetiza o evento: "Família, sociedade e escola: onde pretendemos chegar?". Para ele, o professor tem sido obrigado a assumir uma tarefa que é relativa aos pais na educação de crianças e adolescentes.
    Ao viajar o Brasil dando palestras para professores, o mestre em educação Marcos Meier, que já foi ele mesmo professor de matemática no Paraná, se deparou com uma tendência preocupante a partir dos depoimentos dos docentes. "O professor, que antigamente tinha tempo para ensinar o currículo, hoje tem que gastar 20 minutos corrigindo a indisciplina do aluno, fazendo-o sentar, pegar o caderno... Um monte de coisas da área da educação básica das famílias não está pronta, e o professor precisa dar conta disso", afirmou.
    Segundo o especialista, o acesso à informação e tecnologia nos últimos anos tem feito com que as relações se modifiquem e os adolescentes de hoje, vivendo em famílias cada vez mais ocupadas e passando horas excessivas do dia com o telefone, o computador e o videogame, não desenvolva os mecanismos de socialização necessários para o convívio pessoal.
    As famílias, para Meier, não devem ser divididas em "estruturadas" e "desestruturadas" por causa de sua formação, já que o aumento no número de divórcios tem criado novas relações. Ele defende o enfoque na funcionalidade da família. "Existem famílias com papai, mamãe e filhos que sãp desfuncionais, porque os pais não dão atenção às crianças, e famílias sem o pai, mas em que a mãe faz um trabalho maravilhoso, ou os avós e tios também ajudam", explicou.
    A falta de tempo dos pais, também cada vez mais conectados às tecnologias, faz com que os poucos momentos com os filhos sejam de interação, com brincadeiras, jogos e diversão, e provoca a escassez momentos de intimidade necessários para construir uma relação de qualidade entre eles. O resultado é que as crianças hoje em dia chegam às escolas cada vez mais indisciplinadas, aumentando assim a exigência dos professores para manter a autoridade.
    A 19ª Feira Educar/Educador mistura um amplo congresso com educadores com feira de negócios - são mais de 150 empresas expositoras e cerca de 230 palestrantes nacionais e internacionais. A feira vai até sábado (19). Leia a íntegra da entrevista de Meier ao G1.
    Feira Educar 2011 (Foto: Divulgação)Feira Educar 2011 (Foto: Divulgação)
    Do que se trata o tema geral da Educar 2012?
    Eu farei a palestra-tema do evento, "Família, sociedade e escola: onde pretendemos chegar?". A nossa sociedade hoje está sofrendo transformações muito grandes em termos de acesso à informação e tecnologia, que faz com que as relações se modifiquem. Os adolescentes antigamente se reuniam e ficavam horas dançando ou batendo papo, fazendo festas de garagem. Então eles eram obrigados a aprender a lidar com o cara chato, com o sarna, aquele que incomoda. O adolescente tem a característica de corrigir um ao outro, pegar no pé, isso é muito saudável para desenvolver mecanismos de socialização, a pedir com licença, por favor, desculpa.

    E qual a diferença hoje?
    Com a tecnologia, ele não tem mais a oportunidade do olho no olho, se não gostou de um cara, ele bloqueia no MSN [mensageiro instantâneo], na sala de bate-papo. O adolescente não está mais acostumado a aceitar crítica, ele fica frágil, não suporta as críticas. Isso faz também com que, na escola, o professor que exija um pouco mais é mal visto. O adolescente reclama, acha ruim, não está acostumado a receber esse tipo de cobrança do professor que pega no pé.

    Como a família influencia esse comportamento?
    A indisciplina tem aumentado bastante justamente por causa do tempo. As crianças estão cada vez menos sob orientação de um adulto. O pai dificilmente tem tempo para ficar com os filhos, a mãe trabalhando fora ainda tem todas as atividades da casa. Então ela tem momentos de interação, mas não tem momentos de intimidade. Tem aquela hora de fazer bagunça, e eles deixam regras de lado, ninguém quer pegar no pé do filho porque são tão poucos minutos para ficarem juntos. Então não tem qualidade essa relação. E esse estilo cada vez mais descomprometido tem efeitos na escola também.

    Que efeitos?
    As crianças, que deveriam estar aprendendo a ter educação com os pais, acabam chegando na escola totalmente indisciplinadas, batendo e xingando em vez de conversarem. O professor, que antigamente tinha tempo para ensinar o currículo, hoje tem que gastar 20 minutos corrigindo a indisciplina do aluno, fazendo-o sentar, pegar o caderno... Um monte de coisas da área da educação básica das famílias não está pronta, e o professor precisa dar conta disso. De uma aula de 40 ou 50 minutos que poderia estar sendo muito bem aproveitada com conteúdo, 20 minutos com certeza estão sendo jogados no lixo. Isso vai irritando tanto o professor, que depois não tem paciência na hora de explicar o assunto. Ele está sendo exigido além da conta, o professor foi preparado para ensinar currículos escolares, não para dar a educação que a família antigamente ensinava.

    A falta de interesse dos alunos na escola também não têm a ver com o abismo de gerações, já que os professores são muito menos adeptos das novas tecnologias?
    É bom que professores aprendam a usar as novas tecnologias, mas temos um mito que é o seguinte: a gente acha que o aluno que usa computador e internet está aprendendo mais, mas quando passa um trabalho ou pesquisa para ele, o aluno não sabe filtrar informação na internet, o que aparecer no google eles colocam no trabalho deles. Não viram se era pegadinha, se o site tem autoridade. Eles acham que fizeram a pesquisa por colocar informações numa página, às vezes nem leram com atenção.

    Esse é um problema generalizado?
    Tem o outro lado, temos sim escolas com nível de educação de primeiro mundo, temos pesquisas na área da educação, da relação professor-aluno, suficientes para poder dar palestra a professores da Europa sobre como dar aula. O problema é que esse conhecimento que as boas escolas têm não chega a todas as escolas. Enquanto algumas escolas do Sul estão discutindo se usam lousa digital de uma ou outra marca, outras estão emendando quadro negro com cartolina porque ele está rachado.

    Absorver a tecnologia é inevitável para a escola?
    Tem escola hoje que proíbe que professores tenham Facebook porque alunos falam mal do professor e da escola lá. Por outro lado, tem escola incentivando que o professor tenha Facebook, que coloque os alunos como amigos para trocar informações e tirar dúvidas. Você pode usar a tecnologia a favor da aprendizagem ou vê-la como uma ameaça à escola. Mas esse tipo de visão retrógrada vai ter que desaparecer.

    O que falta para isso acontecer?
    Hoje temos uma problema que é a falta de softwares de qualidade para a escola. Tem software que o aluno dá um clique, vira uma página, dá outro clique, vira outra página. Aquilo nada mais é do que um livro em formato digital, mas o grau de interatividade é zero. Tem que tomar muito cuidado ao levar o aluno para o laboratório de informática. Às vezes é perder tempo com o computador, é melhor pegar um professor apaixonado por aquilo que ensina do que usar um software com baixo grau de interatividade. Isso em psicologia a gente chama de postura passivo-aceitante, é como a criança na frente da televisão, só recebe informação. Tem muito professor que coloca o aluno nessa postura, e também tem muito software que segue o mesmo caminho. A chave é a interação do aluno com o conhecimento. Pode ser no computador, sozinho ou com o professor em sala de aula. Desde que haja espaço para interagir com o conhecimento, é isso que precisa acontecer para o aluno aprender.

    19ª Educar Educador - Feira e Congresso Internacional de Educação
    Local: Centro de Exposições Imigrantes, Rod. dos Imigrantes Km 1,5 - São Paulo.
    Data: de 16 a 19 de maio
    Horários: quarta-feira das 15h30 às 19h30; quinta-feira das 8h30 às 18h30; sexta-feira das 8h30 às 19h; sábado das 8h30 às 18h30.
    Ingressos: a feira é aberta ao público, os seminários requerem inscrição
    .

  • Professor pode se inscrever na prova que dá reajuste - 16-05-2012
    Thâmara Kaoru e Cristiane Gercina
    Clipping Educacional - do Agora
    Os profissionais do magistério da rede estadual de ensino já podem fazer a pré-inscrição para a prova de Valorização pelo Mérito.
    O prazo termina no dia 31 deste mês.
    As datas, os locais e os horários dos exames serão informados no edital de convocação, que deve ser publicado depois do período de pré-inscrição.
    A pré-inscrição pode ser feita no site do governo.

  • Decreto Nº 58.032/2012 Autoriza a Secretaria da Educação a realizar inspeções médicas em servidores de seu Quadro de Pessoal - 14-05-2012
    Autoriza a Secretaria da Educação a realizar inspeções médicas em servidores de seu Quadro de Pessoal e dá providências correlatas
    GERALDO ALCKMIN, Governador do Estado de São Paulo, no uso de suas atribuições legais e considerando o Programa SP Educação com Saúde desenvolvido no âmbito da Secretaria da Educação,
    Decreta:
    Artigo 1º - Fica a Secretaria da Educação autorizada a realizar as inspeções médicas de que tratam os artigos 17, 22, 49 e 64 do Decreto Nº 29.180/1988, e suas alterações, em servidores de seu Quadro de Pessoal, nos termos da Lei Nº 10.261/1968, destinadas à:
    I - concessão e cessação de licença para tratamento de saúde, licença por motivo de doença em pessoa da família e readaptação;
    II - licença à servidora gestante;
    III - aposentadoria por invalidez.
    Parágrafo único - A autorização de que trata o "caput" deste artigo é extensiva às inspeções médicas em candidato a cargo público, posto em concurso pela Secretaria da Educação,e destinadas à:
    1. comprovação de deficiência declarada, nos termos da Lei Complementar Nº 683/1992, alterada pela Lei Complementar Nº 932/2002, para fins de classificação em concurso público;
    2. avaliação de sanidade e capacidade física para fins de posse e exercício, nos termos do inciso VI do artigo 47 da Lei Nº 10.261/1968.
    Artigo 2º - Na realização das inspeções médicas de que trata o artigo 1º deste decreto deverão ser observadas as disposições constantes do Decreto Nº 29.180/1988, e suas alterações, protocolos de inspeções e afastamentos mantidos pelo Departamento de Perícias Médicas do Estado, da Secretaria de Gestão Pública, como também as normas e modelos expedidos por suas Diretorias.
    § 1º - O Departamento de Perícias Médicas do Estado disponibilizará sistema por intermédio do qual a Secretaria da Educação registrará as inspeções médicas, de que trata o artigo 1º deste decreto, destinadas à concessão de licença para tratamento de saúde, licença por motivo de doença em pessoa da família e licença à servidora gestante, observado o resguardo de informações sigilosas.
    § 2º - O Departamento de Perícias Médicas do Estado disponibilizará à Secretaria da Educação todas as alterações de seu sistema para o registro de inspeções médicas não previstas no § 1º deste artigo.
    Artigo 3º - Realizadas as inspeções médicas de que tratam os incisos I a III do "caput" do artigo 1º deste decreto, os documentos a elas pertinentes deverão ser encaminhados ao Departamento de Perícias Médicas do Estado para fins de registro em prontuário e publicação.
    Parágrafo único - Realizadas as inspeções médicas de que tratam os itens 1 e 2 do parágrafo único do artigo 1º deste decreto, deverão ser expedidos os respectivos Atestados e Certificados de Sanidade e Capacidade Física e encaminhados ao Departamento de Perícias Médicas do Estado, para fins de abertura em prontuário, registro e publicação.
    Artigo 4º - Eventuais pedidos de reconsideração de decisão proferida em decorrência das inspeções médicas realizadas, nos termos do artigo 1º deste decreto, deverão ser dirigidos ao Diretor do Departamento de Perícias Médicas do Estado, nos termos da legislação pertinente, que após manifestação do médico que proferiu a decisão combatida, decidirá.
    Artigo 5º - O Departamento de Perícias Médicas do Estado poderá, a critério médico, convocar servidor do Quadro de Pessoal da Secretaria da Educação a se submeter à inspeção em suas dependências ou apresentar documentação para dirimir eventuais dúvidas pertinentes às decisões a serem publicadas.
    Artigo 6º - Os Secretários de Gestão Pública e da Educação poderão editar resoluções conjuntas visando ao aprimoramento da autorização de que trata este decreto.
    Artigo 7º - A Secretaria da Educação deverá adequar sua estrutura organizacional em até 90 (noventa) dias para a consecução dos fins previstos neste decreto.
    Artigo 8º - Este decreto entra em vigor na data de sua publicação.

  • Comunicado CGRH de 08/05/2012 Processo de Promoção / 2012 - Edital de Abertura de Pré-Inscrição para Prova - 14-05-2012
    Processo de Promoção / 2012 - Edital de Abertura de Pré-Inscrição para Prova
    O Coordenador da Coordenadoria de Gestão de Recursos Humanos, da Secretaria de Estado da Educação, nos termos da Lei Complementar Nº 1.097/2009, alterada pela Lei Complementar Nº 1.143/2011, regulamentada pelo Decreto Nº 55.217/2009, torna pública a abertura de pré-inscrição para prova - Processo de Promoção, dos integrantes do Quadro do Magistério.

    I ? DAS CONDIÇÕES PARA PARTICIPAR DA PROVA E CONCORRER À PROMOÇÃO DA FAIXA I PARA FAIXA II

    1. A participação na prova, considerando como data base o dia 30/06/2012, está condicionada ao atendimento dos requisitos a seguir relacionados:
    1.1 Encontrar-se em efetivo exercício na data base;
    1.2 Ser titular de cargo efetivo ou servidor abrigado pelo § 2º, do artigo 2º, da Lei Complementar Nº 1.010/2007, em um dos seguintes cargos:
    a) Professor Educação Básica I;
    b) Professor Educação Básica II;
    c) Professor II;
    d) Diretor de Escola;
    e) Supervisor de Ensino;
    f) Assistente de Diretor de Escola; ou
    g) Coordenador Pedagógico.
    1.3 Ter cumprido o interstício mínimo de 4 anos (1.460 dias), por período contínuo ou não no exercício do cargo/ função;
    1.4. Estar classificado numa mesma unidade de ensino ou administrativa há pelo menos 1.168 (um mil, cento e sessenta e oito) dias, nos termos do artigo 6º, do Decreto Nº 55.217/2009;
    1.5. Computar, observado o artigo 8º, do Decreto 55.217/2009, o mínimo de 2.304 (dois mil, trezentos e quatro) pontos de assiduidade.

    II ? DA PRÉ-INSCRIÇÃO
    1. A pré-inscrição ocorrerá no período de 14/05/2012 a 31/05/2012, iniciando-se às 9h do dia 14/05/2012 e encerrando-se às 18h do dia 31/05/2012, horário de Brasília.
    2. Serão utilizados para pré-inscrição os dados constantes no Sistema de Cadastro Funcional da Secretaria da Educação.
    2.1 - A apuração dos requisitos necessários à pré-inscrição será obtida no Cadastro Funcional e de Frequência, estando o candidato isento de apresentação de qualquer documento.
    3. O candidato deverá inscrever-se através do endereço eletrônicohttp://drhunet.edunet.sp.gov.br/PortalNet/, acessar o item ?Promoção?, confirmar os dados constantes da Ficha de Pré-Inscrição on-line, conforme os procedimentos estabelecidos abaixo:
    3.1 - O candidato digitará o login e senha, e obterá o Formulário Personalizado contendo dados pessoais, devendo preencher os dados relativos à opção pelo campo de atuação/disciplina em que deseja realizar a prova.
    4. O candidato poderá se inscrever para participação na prova, conforme segue:
    4.1 - Para o campo de atuação Classe;
    4.1.1 - O docente titular de cargo da disciplina Educação fará a prova do campo de atuação Classe.
    4.2 - Para o campo de atuação Aulas, nas disciplinas de: Língua Portuguesa, Inglês, Arte, Educação Física, Matemática, Ciências Físicas e Biológicas, Biologia, Física, Química, História, Geografia, Filosofia, Psicologia, Sociologia, Alemão, Espanhol, Francês, Italiano e Japonês.
    4.3 - Para o campo de atuação Educação Especial, na respectiva área de deficiência ? Auditiva, Física, Mental e Visual.
    4.4 - Para o campo de atuação Suporte Pedagógico: Diretor de Escola e Supervisor de Ensino.
    4.4.1 - O Coordenador Pedagógico e o Assistente Diretor de Escola farão a prova de Diretor de Escola.
    5. O candidato que acumula cargo, em campo de atuação diverso, desde que atenda todas as exigências da legislação para cada cargo ou função atividade, poderá concorrer ao Processo de Promoção, separadamente, em cada situação funcional.
    6. O candidato que acumula cargo, no mesmo campo de atuação, no caso de Professor Educação Básica II, desde que atenda todas as exigências da legislação para cada cargo ou função atividade, poderá concorrer ao Processo de Promoção conforme segue:
    6.1 - Titular de 2 cargos de mesma disciplina, realizará uma única prova;
    6.2 - Titular de 2 cargos de disciplina diversa, realizará uma única prova, devendo optar por uma das disciplinas.
    7. O candidato que acumula cargo, no mesmo campo de atuação, poderá concorrer ao Processo de Promoção realizando a prova somente na disciplina do cargo que atenda todos os requisitos previstos.

    8. O candidato, ao inscrever-se, deverá optar, na Ficha de Pré-inscrição on-line, por uma Diretoria de Ensino para a realização da prova.
    8.1 Nos casos de acúmulo de cargo, o candidato procederá conforme segue:
    8.1.1 Se acumula dois cargos de Professor Educação Básica II, poderá optar por uma Diretoria de Ensino.
    8.1.2 Se acumula cargo, Professor Educação Básica I com Professor Educação Básica II, a Diretoria de Ensino de opção deverá ser a mesma.
    8.1.3 Se acumula cargo, Professor Educação Básica II com Suporte Pedagógico, a Diretoria de Ensino de opção poderá ser diversa.
    8. A Secretaria de Estado da Educação não se responsabiliza por solicitação de pré-inscrição não recebida por motivos de inconsistência de dados, de ordem técnica dos computadores, falhas de comunicação, congestionamento das linhas de comunicação, bem como outros fatores que impossibilitem a transferência de dados.
    9. O descumprimento das instruções para pré-inscrição implicará a não efetivação da mesma.
    10. O candidato que deixar de realizar a prova, não será classificado e, consequentemente, não será promovido

    III- PRÉ-INSCRIÇÃO DO CANDIDATO COM DEFICIÊNCIA
    1. Ao candidato com deficiência, que pretenda fazer uso das prerrogativas facultadas na Lei Complementar Nº Nº 932/2002 e do disposto no Decreto Federal Nº 3.298/1999, é assegurado o direito de participar no presente Processo de Promoção no período previsto no item 1, do inciso II, do presente Edital, desde que conste no protocolo de pré-inscrição ? via Internet, que o candidato tenha declarado que se encontre nessa condição, especificando o tipo e o grau da deficiência.
    1.1 - As informações relativas serão obtidas do cadastro Funcional, desde que devidamente atualizado pela unidade de classificação.

    2. O atendimento às condições solicitadas ficará sujeito à análise de viabilidade e razoabilidade do pedido.
    3. O candidato com deficiência que não realizar a pré-inscrição conforme instruções contidas neste Edital, não poderá impetrar recurso em favor de sua condição.

    IV - DA PROVA
    1. As provas serão realizadas no mês de julho e as datas, locais e horários serão confirmados em Edital de Convocação.

    2. O Processo de Promoção constará de prova que versará sobre os perfis de competências e habilidades requeridos para integrantes do Quadro do Magistério da rede estadual, de acordo com a bibliografia estabelecida na Resolução SE Nº 70/2010 e na Resolução SE Nº 13/2011.

    3. A prova será constituída de duas partes, sendo:

    3.1 - 1ª parte objetiva, composta de 60 questões, avaliadas de 0 (zero) a 10 pontos;
    3.2 - 2ª parte dissertativa, composta de 1 questão, avaliada de 0 (zero) a 10 pontos.

    4. No caso de Professor de Educação Básica II, a parte objetiva será composta por questões referenciadas ao perfil específico a cada disciplina e à parte geral, comum a todas as áreas, conforme Resolução SE Nº 70/2010 e Resolução SE Nº 13/2011.
    4.1 - A parte dissertativa versará sobre a parte geral, comum a todas as áreas.

    5. As notas da 1ª parte da prova e da 2ª parte da prova serão somadas, obtendo-se a média aritmética que será considerada como nota do candidato na prova.
    5.1 - Atendidas as exigências legais, poderá ser beneficiado com a Promoção 1 servidor, de cada uma das faixas das classes de docentes, docente em extinção, suporte pedagógico e suporte pedagógico em extinção, quando o contingente total de integrantes de cada uma destas faixas for igual ou inferior a 4 - § 5º, do artigo 4º, da Lei Complementar Nº 1.097/2009.
    fonte: http://www.profdomingos.com.br/

  • PROJETO QUE GARANTE ASSISTÊNCIA PSICOLÓGICA A ESTUDANTES E PROFESSORES VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA PODE VIRAR LEI - 11-05-2012
    Clipping Educacional - SECOM/CPP 
    A CAS (Comissão de Assuntos Sociais) do Senado aprovou nesta segunda-feira (9) projeto de lei que prevê assistência psicológica a estudantes e professores da educação básica vítimas de agressão dentro e fora das salas de aula.
    A proposta, que aperfeiçoa o tratamento da questão pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação, ainda vai ser apreciada em caráter terminativo pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte. Como teve origem na Câmara dos Deputados, a matéria estará aprovada definitivamente pelos senadores se não houver alteração no texto.
    A prática de bullying contra estudantes é outra justificativa para o projeto, segundo destacou o senador Paulo Davim (PV-RN), que chamou a atenção para a divulgação constante de notícias sobre violência e constrangimentos a alunos e educadores no país.
    O trabalho de assistência terá que ser promovido por pessoal habilitado e é tido pela relatora substituta da matéria, senadora Lídice da Mata (PSB-BA), como medida fundamental para melhorar o ambiente escolar, permitindo resolver conflitos, prevenir o absenteísmo e trazer mais motivação ao aprendizado e ao próprio desenvolvimento pedagógico.
    As informações são da Agência Câmara, Brasília 
    SECOM/CPP



  • Estado vai devolver dinheiro descontado indevidamente para associados da APEOESP - 11-05-2012

    Clipping Educacional - Blog da presidanta
    Tão logo a APEOESP tomou conhecimento de que o Estado descumpria decisão judicial determinando o não-desconto indevido, nos salários dos professores da ?categoria O?, de dias trabalhados no mês de dezembro, o juiz da causa foi procurado para que determinasse o estorno dos valores descontados.
    Hoje, 10/05, o jornal Diário de S. Paulo (veja ao lado) informa que a devolução do dinheiro será feita por folha suplementar no dia 14/05, segunda-feira, mas para os associados da APEOESP, que são abrangidos pela ação judicial. Os demais devem procurar o departamento jurídico da entidade nas subsedes.

  • SALÁRIOS ATRASADOS - 07-05-2012
    Clipping Educacional - SECOM/CPP 
    O jornal 'O Estado de S.Paulo', publicou no último sábado (5/5-pág.A/3), editorial intitulado 'SALÁRIOS ATRASADOS' , ressaltando que as aulas do ensino fundamental em São Paulo começaram na primeira semana de fevereiro, mas uma parcela expressiva dos 217 mil professores da rede pública estadual ainda não recebeu os salários a que tem direito pelos três meses já trabalhados. Os mais atingidos pelo atraso do pagamento são os 29,4 mil docentes temporários, que representam 13,4% do total de integrantes do magistério público paulista.
    Eles não são concursados e foram contratados pelo governo estadual em caráter emergencial, no início do ano, para evitar que muitas escolas, especialmente as da periferia da capital, as da região metropolitana e as das zonas rurais de pequenas cidades do interior, deixassem de funcionar. Mas os professores temporários estão trabalhando de graça, pois nem o salário de fevereiro, que deveria ter sido pago na primeira quinzena de março, foi depositado até o momento. Vários docentes concursados também reclamam que estão sem receber.
    As autoridades educacionais informaram não saber o número exato dos professores concursados e temporários prejudicados e não deram prazo para normalizar a situação. A informação - não oficial - é de que os pagamentos atrasados estarão regularizados até o final de junho, ou seja, cinco meses após o início do ano letivo. A legislação trabalhista obriga o empregador a depositar os salários dos trabalhadores até o quinto dia útil após o mês trabalhado.
    A Secretaria Estadual da Educação atribuiu o atraso do pagamento a entraves burocráticos. Segundo as autoridades educacionais, os casos são pontuais e o atraso - que já havia sido previsto no início do ano pelo próprio governador Geraldo Alckmin, segundo elas, se deve a dificuldades de cadastramento dos docentes temporários que ingressaram pela primeira vez na rede estadual de ensino fundamental. As entidades do professorado refutam esses argumentos. "Isso é absurdo e inacreditável. Ter problemas de cadastro, num sistema em que tudo é computadorizado e informatizado, revela desorganização", diz o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Roberto Leão.
    Os líderes sindicais do professorado alegam que a falta de pagamento vem atingindo quem já trabalhou como docente temporário por muitos anos, tendo renovado o contrato diversas vezes, e quem ingressou na rede do ano passado, estando com o contrato em vigência. Os dirigentes de entidades de professores também afirmam que, apesar de as autoridades educacionais terem comunicado informalmente que os salários atrasados poderão ser depositados até o final do próximo mês, o governo ainda não tem uma previsão exata do dia do pagamento, uma vez que o dinheiro ainda não teria sido provisionado pela Secretaria da Fazenda.
    A falta de pagamento desestimula os professores, e quem sofre as consequências da inépcia administrativa do governo estadual são os estudantes. Os docentes que estão sem receber têm sido obrigados a fazer empréstimos bancários ou a pedir apoio financeiro à família. "Ninguém explica nada. Na escola, a culpa é atribuída à Secretaria da Educação. E, nas diretorias de ensino, a culpa é jogada em cima da Secretaria da Fazenda", diz a professora Janice Aparecida da Silva, que entrou para o magistério público estadual há 21 anos. "Ninguém explica o porquê do atraso. É humilante", afirma a professora temporária Carina Silya, que ensina língua portuguesa numa escola na zona rural de Cachoeira Paulista e está na rede há cerca de cinco anos.
    Além do atraso de pagamentos, as entidades do professorado denunciam que, em muitas escolas, faltam docentes em matéria fundamentais, como matemática e geografia. O governo alega que o déficit de professores da rede estadual é de apenas 0,6% e atribui o problema a falecimentos, exonerações e licenças. Custa crer que o Estado mais rico da Federação apresente justificativas como essas. Atraso de pagamento e falta de professores são as consequências da incompetência administrativa e da falta de planejamento.

  • Governo de São Paulo atrasa salários de professores da rede estadual - 07-05-2012
    Rafael Targino
    Clipping Educacional - Do UOL, em São Paulo
    Parte dos professores da rede estadual de São Paulo está recebendo seus salários com atraso ou com valores abaixo do previsto. Estes docentes têm contratos temporários com a Secretaria de Educação do Estado e não são concursados.
    Segundo reportagem do jornal ?O Estado de S. Paulo? desta sexta-feira (4), há casos em que o pagamento está previsto somente para junho, no mínimo. Em fevereiro, de acordo com o jornal, o governo Geraldo Alckmin (PSDB) havia dito que atrasos poderiam ocorrer. Porém, eles estariam resolvidos até a segunda quinzena de março.
    A secretaria reconhece o problema, mas diz que são casos "pontuais" e que não tem ainda o número fechado de quantos professores estão com irregularidades no pagamento.
    Professora levou dois meses para receber
    Uma professora de uma escola estadual na capital paulista foi uma das que sofreu com o problema. Nelice Pompeu afirma que, no dia 1º de fevereiro, começou a dar aulas. No entanto, só conseguiu receber o primeiro pagamento no final de abril, depois de uma peregrinação na secretaria.
    ?Comecei a perceber: dava março, não recebia. Dava abril, não recebia. O pessoal falava ?é assim mesmo, você tem que se acostumar??, disse. ?Como o Estado tem uma dimensão grande, começamos a saber de casos e mais casos.?
    Secretaria alega problemas burocráticos
    Consultada, a Secretaria de Educação afirmou que os problemas se devem a ?fatores burocráticos? e que o secretário Herman Voorwald determinou a abertura de uma sindicância para apurar ?responsabilidades quanto às ocorrências registradas?. 
    Em entrevista ao UOL Educação, a presidente da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de São Paulo), Maria Izabel Noronha, disse que estima que o problema pode estar atingindo cerca de 15 mil profissionais, que é o universo de professores que começaram a dar aulas este ano.
    Questionada sobre o número, a secretaria disse que o número "não tem fundamento". "O próprio sindicato demonstrou hoje que não sabe quantos professores estariam com salários atrasados, pois solicitou dados sobre esse assunto à Secretaria da Educação. Ou seja, essa estimativa de docentes apontada pela entidade não passa de especulação sem qualquer fundamento."
    Além disso, afirma, "as 91 diretorias regionais de ensino do Estado foram orientadas pela Coordenadoria de Gestão de Recursos Humanos a verificar casos de profissionais que eventualmente não tenham recebido seus vencimentos para que possíveis atrasos sejam regularizados o quanto antes."

  • Exemplos de práticas didáticas não ensinadas aos professores - 02-05-2012
    Cinthia Rodrigues

    Clipping Educacional - iG São Paulo 

    Após mostrar como as faculdades são teóricas e a formação dentro da escola falha, iG reúne técnicas pontuais úteis aos docentes

    Foto: Cinthia Rodrigues/iG
    Professores expõe entendimento sobre portfólio em escola pública da rede municipal de São Paul

    1) Porta aberta para visitas 
    ?A maneira mais simples e eficiente de trazer a vida real para a escola?, assim a diretora de avaliação da Universidad Cooperativa de Colômbia, Maritza Randon Rangel, descreve a abertura das salas de aula para pais, vizinhos e profissionais convidados, seja para assistir a aula ou participar. ?Não é para fazer isso em uma festa, mas em aulas normais, tornar isso comum?, diz. ?Alguém sentado no fundo da sala inspira mais respeito ao ambiente de aprendizado, parece que os estudantes pensam ?vieram ouvir porque isso é importante?. Se alguém vai falar ao lado do professor a mensagem é ?estão tão interessados em que eu aprenda que trouxeram reforço?? .

    2) Checar os objetivos 
    O que os estudantes devem aprender ao final desta aula? E para a vida? Como uma coisa levará a outra? A educadora e autora Lea Desprebiteris*, especialista em avaliações educacionais, lamentava que a maioria dos professores sigam um roteiro sem ter em mente o exato objetivo de cada atividade no plano de aprendizado. ?O planejamento, que costuma ser entregue logo no começo do ano, só deveria ser feito a partir de uma reflexão sobre os objetivos a atingir com aquela turma e até com cada aluno. Ainda assim, ele precisa ser maleável, pois o resultado de uma aula é que vai levar ao realinhamento da próxima para chegar ao ponto desejado.?

    3) Assistir colegas exemplares 
    Durante 10 anos, o educador norte-americano Doug Lemov observou e filmou professores com bons resultados em diferentes contextos. O material inspirou o livro ?Teach Like a Champion?, traduzido no Brasil como ?Aula Nota 10? e é base da Escola de Educação Relay. Em visita ao Brasil a convite da Fundação Lemann para o seminário Líderes em Gestão Escolar, o diretor da escola, Norman Atkins, defendeu a observação destes colegas. ?Todos temos exemplos, a intenção não é copiar este professor, mas analisar a técnica dos bons educadores e verificar o que é aproveitável?. A palestra completa está disponível no site da Fudanção
    4) Circular pela sala 
    Entre as técnicas que estão no vídeo e que foram tabuladas pela Relay como ponto em comum dos professores de sucesso está a circulação dos educadores. Eles não ocupam só a frente da sala, mas passeiam para ganhar mais atenção da turma e ter certeza de quem realmente está participando. Com isso, aproximam-se dos alunos e inspiram neles a sensação de que estão sendo cuidados.

    5) Equilíbrio na participação dos alunos 
    De acordo com estudos da mesma instituição, os professores que falam 99% do tempo não têm bons resultados de aprendizado. Da mesma forma, em uma sala em que só os alunos falam, por estarem trabalhando com pouca supervisão ou porque o professor não consegue a atenção, não há boa aprendizagem. ?Nossas pesquisas apontam que o melhor ponto é 43% para o professor e o restante para os alunos falarem ou pensarem nos exercícios?, diz Atkins.

    6) Tempo para as respostas 
    Uma das principais práticas que diferenciam os professores filmados é a forma de elaborar questões. De acordo com o estudo, os melhores professores fazem as questões mais rigorosas e desafiadoras para manter os alunos constantemente pensando. Em outro vídeo, Lemov explica como o simples controle do tempo para resposta pode gerar aprendizado. ?É um paradoxo, quanto mais tempo o professor perde esperando que os alunos estejam prontos, mais tempo de aprendizado ele ganha?.


    7) Incentivar a pesquisa e evitar cópias 

    Trabalhos feitos com ajuda do computador podem conter pesquisas mais elaboradas e aumentar o envolvimento dos estudantes com os temas. Para evitar as temidas cópias, o coordenador de informática educativa do Colégio Ari de Sá, Alex Jacó França, indica a atuação em duas frentes. A primeira é simples: colocar trechos suspeitos nos buscadores da internet e verificar se não são encontradas publicações iguais. ?É importante que o professor saiba checar isso e encontrar as fraudes?, diz. Neste caso, deve-se lidar com o problema como se fazia com a cola. A segunda ação do docente deve ser incentivar vídeos, peças interativas e formas de expor que privilegiam a criatividade e dificultam o uso de material alheio. ?Os estudantes querem trabalhar isso, o professor que dá esta abertura ganha pontos.?

    Conhece uma prática didática que tem bom resultado e não é matéria do curso universitário ou da formação interna? Conte o que você ou seu professor faz no espaço para comentários no fim desta página.
    *entrevistada no início de abril, Lea Desprebiteris faleceu na semana passada. Além desta reportagem ela colaborou com sua experiência e conhecimento em outras matérias do iG Educação
    fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br

  • Resolução SE Nº 46/2012-Dispõe sobre formação em serviço do Professor Educação Básica I - 02-05-2012
    Dispõe sobre formação em serviço do Professor Educação Básica I, e dá providências correlatas
    O Secretário da Educação,
    - considerando a significativa melhora do rendimento escolar alcançada pelos alunos dos anos iniciais do ensino fundamental no SARESP/2011, especificamente quanto à aquisição das competências leitora e escritora, resultante da eficácia da implementação do Programa Ler e Escrever;
    - a importância que o desenvolvimento de ações articuladas, de formação em serviço e de acompanhamento da prática docente, representa para a equipe escolar, na elaboração do plano de ação;
    - a diversidade das condições de exequibilidade dessas ações nas escolas, que continuam a reivindicar ampliação da reorganização dos tempos e espaços escolares de forma a assegurar, com a eficácia desejada, na continuidade do Programa Ler e Escrever, a aprendizagem dos demais conceitos e conhecimentos relativos às disciplinas que integram o currículo do ensino fundamental, em especial à Matemática; resolve:
    Artigo 1º - Os docentes regentes de classe do segmento de 1º a 5º anos do ensino fundamental, interessados em ampliar sua formação profissional, com aprofundamento de conhecimentos, poderão, opcionalmente, a partir do corrente ano, fazer jus a mais 2 (duas) horas semanais de trabalho, para participar de ações e reuniões voltadas à melhoria da prática docente, previstas pelo Programa Ler e Escrever, com especial ênfase ao ensino da Matemática.
    Parágrafo único ? As 2 (duas) horas semanais, a serem acrescidas à carga horária total atribuída ao Professor Educação Básica I, deverão ser cumpridas na unidade escolar, em horas de trabalho docente, consecutivas, que serão remuneradas a título de horas de trabalho pedagógico.
    Artigo 2º - As atividades de aprofundamento de conhecimentos, desenvolvidas nas 2 (duas) horas semanais de trabalho, a que se refere o artigo anterior, deverão:
    I - integrar, obrigatoriamente, o plano de ação elaborado pela unidade escolar, como atividades destinadas ao trabalho de planejamento e formação em serviço, a serem explicitadas em documento específico, indicativo dos conteúdos, procedimentos metodológicos, estratégias e recursos selecionados, bem como do horário de desenvolvimento e da natureza dos instrumentos de acompanhamento e monitoramento dos resultados alcançados pelos professores em sua rotina docente;
    II ? ser atribuídas ao professor interessado em participar dessas atividades e que apresente condições de cumprir as normas estabelecidas.
    Parágrafo único ? As 2 (duas) horas semanais, de que trata esta resolução, são devidas, exclusivamente, ao regente em exercício da respectiva classe, sendo que o pagamento correspondente dar-se-á mediante o efetivo cumprimento dessas horas, não podendo ser estendido a casos de ausências ou afastamentos a qualquer título.
    Artigo 3º - Orientações específicas, destinadas ao desenvolvimento das atividades de aprofundamento de conhecimentos, com ênfase ao ensino da Matemática, serão objeto de normas complementares, a serem expedidas pela Coordenadoria de Gestão da Educação Básica ? CGEB.
    Artigo 4º - Fica acrescentado ao artigo 1º da Resolução SE Nº 86/2007, o inciso III com a seguinte redação:

    Artigo 1º - ...................................................................................................
    ..................................................................................................................

    ?III ? na continuidade, a partir do ano de 2012, assegurar a eficácia da aprendizagem dos conteúdos programáticos das demais disciplinas integrantes do currículo do ensino fundamental, em especial os da Matemática.? (NR)
    Artigo 5º - Esta resolução entra em vigor na data de sua publicação, ficando revogadas as disposições em contrário, em especial os artigos 2º, 3º e 4º da Resolução SE Nº 86/2007

  • Falta professor em 32% das escolas estaduais - 02-05-2012

    FÁBIO TAKAHASHI
    Clipping Educacional -Folha de São Paulo.

    Levantamento se refere à cidade de São Paulo; maior parte das aulas vagas é de arte, geografia e matemática
    Para secretaria, dados não refletem realidade; na zona norte, alunos tiveram apenas duas aulas de geografia
    Dois meses após o início do ano letivo, uma em cada três escolas estaduais da capital enfrenta falta de professores.
    Dados levantados pela Folha a partir de convocações das diretorias de ensino na primeira semana de abril mostram que, dos 1.072 colégios, 343 têm vagas abertas. Faltam professores, principalmente, nas disciplinas de arte, geografia, sociologia e matemática.
    A Secretaria Estadual da Educação diz que o resultado não reflete a "realidade". Sem citar números específicos, o governo afirma ter uma estimativa segundo a qual o deficit é de apenas 0,6% em todo o Estado -não citou, porém, dados sobre a capital, alvo do levantamento da Folha.
    OUVINDO FUNK
    Na escola estadual Gavião Peixoto, na zona norte da cidade, alunos do oitavo ano do ensino fundamental dizem que só tiveram duas aulas de geografia até agora. Na sétima série, nenhuma de artes.
    Os estudantes relataram que, algumas vezes, o professor substituto das aulas vagas acaba ouvindo funk com os jovens dentro da sala.
    Na rede estadual, o déficit de professores persiste mesmo após a Secretaria da Educação liberar a convocação de profissionais reprovados em exame do Estado e de outros que nem fizeram a prova -o número de docentes nessa situação não foi divulgado.
    Também foram chamados para lecionar estudantes universitários de licenciatura.
    Segundo a secretaria, cerca de 2% do magistério está nessa condição -não possui ensino superior completo.
    A regra autoriza a entrada até de universitários que nem cursaram 50% do curso.
    A rede enfrenta problemas de qualidade: no último exame estadual, só 4,2% dos formandos no ensino médio apresentaram conhecimento adequado em matemática.
    Na rede municipal, a situação da falta de professores é menor. A prefeitura informou que, na primeira semana de abril, faltavam 198 docentes nas cerca de 1.400 escolas.
    O número de escolas com deficit atinge, portanto, no máximo 14% das escolas, ou seja, menos da metade do montante da rede estadual.
    Ainda assim, afirma a prefeitura, os alunos não ficam sem aulas, pois já é previsto um número extra de professores por unidade.
    REAJUSTE SALARIAL
    Na tentativa de melhorar o quadro docente, a gestão Alckmin (PSDB) implementou plano de reajuste salarial, que prevê aumento de 42% até o final do mandato. Fez também concurso público.
    "O caminho está certo, mas [o aumento] deveria ser mais agressivo", disse o presidente da Udemo (sindicato dos diretores), Francisco Poli.
    Segundo ele, muitos professores desistem da rede, atraídos por salários melhores em outras atividades.
    PROVIMENTO
    O pesquisador Ocimar Alavarse, da Faculdade de Educação da USP, afirma que a falta de professores na rede estadual "é injustificada".
    Ele citou dois motivos. O primeiro, disse, porque é possível estimar o número de professores que vão sair da rede com base em dados históricos. Além disso, afirmou, o número de estudantes na educação básica no Estado caiu 40% entre 1993 e 2011.
    "O que se assistiu foi a falta de uma verdadeira política para o provimento de profissionais da educação", diz.
    Colaborou VIVIANE VECCHI
    Precisa-se
    Falta de professor afeta 1/3 das escolas estaduais de São Paulo.


    Com aula vaga, estudantes ateiam fogo em sala
    DE SÃO PAULO
    A Escola Estadual Professora Eunice Marques de Moura Bastos, na Vila Curuçá (zona leste de SP), é umas das afetadas pela falta de docentes. Sem aulas, os alunos relatam que chegam a ser dispensados ou ficam no pátio da unidade.
    Em uma das vezes em que isso ocorreu, em março, um grupo de estudantes ateou fogo na sala de leitura da unidade escolar. Ninguém ficou ferido.
    Um aluno do terceiro ano do ensino médio diz que não tem inglês desde o início do ano e que está sem aula de biologia há dois meses.
    Além disso, os professores de filosofia, artes e química faltam constantemente, afirma o estudante.
    A Secretaria Estadual da Educação diz que o quadro de docentes agora está completo e que vai repor as aulas perdidas.
    A pasta afirma que o incêndio não tem relação com as aulas vagas. Segundo a secretaria, desde o início do ano letivo somente os alunos do ensino médio e do EJA (Educação de Jovens e Adultos) são eventualmente dispensados.

    Levantamento é enganoso e não reflete
    realidade, diz pasta
    DE SÃO PAULO
    Por meio de nota oficial, a Secretaria Estadual da Educação de São Paulo afirmou que o levantamento feito pela Folha sobre falta de professores é "enganoso" e não reflete a realidade sobre a movimentação do quadro de docentes das escolas estaduais.
    De qualquer forma, para aprimorar a rede, disse a pasta, será aberto novo concurso público no próximo semestre.
    Sobre a tabulação da reportagem, o governo afirmou que "a oscilação do número de unidades nessa situação é constante", pois todos os dias há casos como aposentadorias e licenças.
    Os dados da Secretaria Municipal da Educação, porém, indicam que essas questões atingem menos as unidades da prefeitura paulistana.
    O Estado ressaltou que possui 217 mil professores. Assim, disse, é normal que haja movimentação de professores, "o que inviabiliza usar para divulgação" o número de aulas livres ou em substituição.
    A gestão Alckmin (PSDB) apresentou uma estimativa de que precisaria aumentar o magistério em todo o Estado em 0,6% para compensar a ausência de docentes (temporária ou permanente).
    O percentual é uma projeção. Estima que o professor pega, em média, 23 aulas. Se o interessado pegar menos aulas, cresce a carência.
    "Esse índice tenderá a ser cada vez menor em função de iniciativas como a política salarial instituída no ano passado pelo governador Geraldo Alckmin, que estabeleceu para o quadriênio de 2011 a 2014 o aumento acumulado de 42,2%", disse a pasta.
    "Além disso, mais de 9 mil professores que já passaram em concurso serão convocados entre o final de maio e o início de junho para ingresso no curso da Escola de Formação de Professores", afirmou.
    "Em longo prazo, a profissão do magistério da rede estadual de ensino se tornará mais atrativa com a implantação do plano de carreira, que está sendo elaborado."
    Sobre a escola Gavião Peixoto, disse que a aula de geografia está atribuída, mas há faltas pontuais do docente. Para a de artes, fez novo chamado. E, disse, irá apurar informação de que alunos e professores eventuais ouvem funk na sala.

  • 5% dos professores do ensino básico do país não têm ensino superior - 02-05-2012
    Clipping Educacional - DA AGÊNCIA BRASIL
    Cerca de 25% dos professores que trabalham nas escolas de educação básica do país não têm diploma de ensino superior. Eles cursaram apenas até o ensino médio ou o antigo curso normal. Os dados são do Censo Escolar de 2011, divulgado este mês pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais).
    Apesar de ainda existir um enorme contingente de professores que não passaram pela universidade --eram mais de 530 mil em 2011-- o quadro apresenta melhora. Em 2007, os profissionais de nível médio eram mais de 30% do total, segundo mostra o censo.
    Para o presidente da CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação), Roberto Leão, os números são mais um indicativo de que o magistério não é uma carreira atraente.
    "Isso mostra que as pessoas estão indo lecionar como última opção de carreira profissional. Poucos profissionais bem preparados se dedicam ao magistério por vocação, uma vez que a carreira não aponta para uma boa perspectiva de futuro. Os salários são baixo, e as condições de trabalho ruins", explica.
    A maior proporção de profissionais sem formação de nível superior está na educação infantil. Nas salas de aula da creche e pré-escola, eles são 43,1% do total. Nos primeiros anos do ensino fundamental (1º ao 5º ano), 31,8% não têm diploma universitário, percentual que cai para 15,8% nos anos finais (6° ao 9º ano).
    No ensino médio, os profissionais sem titulação são minoria, apenas 5,9%.
    Para a presidenta da Undime (União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação), Cleuza Repulho, é um "grande equívoco pedagógico" colocar os professores menos preparados para atender as crianças mais novas. "No mundo inteiro é exatamente o contrário, quem trabalha na primeira infância tem maior titulação.
    Quando o professor entra na rede vai para a educação infantil quase como que um 'castigo' porque ela não é considerada importante. Mas, na verdade, se a criança começa bem sua trajetória escolar, as coisas serão bem mais tranquilas lá na frente", pondera.
    Segundo Cleuza, o nível de formação dos professores varia muito nas redes de ensino do país. Enquanto em algumas cidades quase todos os profissionais passaram pela universidade, em outras regiões o percentual de professores que só têm nível médio é superior à média nacional.
    "Temos, às vezes, uma concentração maior de professores sem titulação em alguns locais do Brasil, como a Região Norte, por exemplo, onde as distâncias e as dificuldades de acesso impedem que o professor melhore sua formação", aponta.
    O resumo técnico do Censo Escolar também destaca que em 2010 havia mais de 380 mil profissionais do magistério matriculados em cursos superiores --metade deles estudava pedagogia. Isso seria um indicativo de que há um esforço da categoria para aprimorar sua formação.
    Mas o presidente da CNTE ainda considera "muito alto" o número de professores sem diploma universitário, especialmente porque nos últimos anos foram ampliados os estímulos para formação de professores nas instituições públicas e privadas de ensino superior.
    Uma das alternativas para quem já atua em sala de aula e quer aprimorar a formação é a modalidade do Fies (Fundo de Financiamento Estudantil) para licenciaturas.
    O programa paga as mensalidades de um curso em faculdade particular e depois da formatura o estudante pode abater sua dívida se trabalhar em escolas da rede pública --cada mês em serviço abate 1% do valor.
    "Os programas são oferecidos, mas as condições não são dadas aos professores para que eles participem. O professor não tem, por exemplo, a dispensa do trabalho nos dias em que ele precisa assistir às aulas. As prefeituras e governos estaduais que deveriam ser os primeiros interessados acabam não estimulando o aprimoramento", diz Roberto Leão.

  • Residência Educacional levará 15 mil universitários para estagiar na rede - 02-05-2012
    Clipping Educacional - Da Educação
    Governador Geraldo Alckmin e secretário Herman Voorwald lançaram nesta quarta-feira (18) o programa Residência Educacional, que contará com investimento de R$ 73,1 milhões neste ano 
    O governador Geraldo Alckmin e o secretário da Educação, Herman Voorwald, anunciaram na manhã desta quarta-feira (18) a criação do programa Residência Educacional.
    O novo programa oferece bolsas de R$ 425, mais auxílio-transporte de R$ 180 para 15 mil universitários que começam - já no segundo semestre de 2012 - a estagiar em 483 escolas estaduais. O investimento previsto para essa etapa é de R$ 73,1 milhões.
    Durante o evento, o governador Geraldo Alckmin ressaltou a importância do Residência Educacional para fortalecer a formação dos jovens universitários. ?O programa irá trazer os alunos das universidades para serem professores, para participarem do magistério de São Paulo?, afirmou.
    Os bolsistas farão seus estágios nas escolas consideradas mais vulneráveis nos aspectos socioeconômico, de infraestrutura e de aprendizagem. ?A importância da proposta é que o universitário aprenda a conviver com a realidade de uma unidade escolar durante esse estágio. Além disso, o objetivo é estimular que, uma vez concluída a sua licenciatura, ele preste concurso e ingresse como servidor na rede?, explicou o secretário Herman Voorwald.
    Com o início marcado para o segundo semestre de 2012, o programa já tem ações planejadas para os próximos anos. Em 2013, com o acréscimo R$ 56,6 milhões, serão selecionados mais 11.480 universitários para atuar em 361 escolas. Em 2014, o aporte adicional de R$ 54,3 milhões incluirá mais 11.417 bolsistas presentes em 359 unidades de ensino.

    Chamamento
    O chamamento público para as instituições de Ensino Superior interessadas em participar da Residência Educacional será realizado em breve. O processo seletivo para estudantes candidatos ao programa será realizado pelas próprias universidades e faculdades cadastradas. A duração do estágio será de 400 horas, não podendo ultrapassar sete meses.
    Durante o estágio, o universitário desenvolverá um projeto de apoio pedagógico. Esse trabalho servirá como um legado que continuará a ser usado na busca pela qualidade de aprendizado na escola. A Secretaria da Educação e a instituição de ensino superior parceira da iniciativa serão responsáveis pelo acompanhamento do projeto.

  • Laptops para os melhores do Saresp ainda não foram entregues - 02-05-2012
    Marina Morena Costa
    Clipping Educacional - iG São Paulo
    Computadores foram prometidos aos alunos do 3º ano do ensino médio com melhor desempenho. Governo ainda não sabe data de entrega
    Os notebooks que foram prometidos aos estudantes do 3º ano do ensino médio de escolas estaduais com melhor desempenho no Saresp ? prova de conhecimentos que avalia o ensino da rede ?, ainda não foram entregues. A Secretaria de Estado da Educação de São Paulo diz que o processo de licitação para a compra dos cerca de 12 mil laptops já foi concluído, mas ainda não sabe precisar quando os equipamentos serão entregues.
    O resultado médio dos estudantes na prova do Saresp foi divulgado no dia 7 de março. No final do mesmo mês, a secretaria divulgou o Índice de Desenvolvimento da Educação de São Paulo (Idesp) ? indicador de qualidade que combina os resultados do Saresp com dados de aprovação, reprovação ou abandono ? e pagou o bônus por desempenho aos educadores. Mas até o momento, nenhuma notícia foi dada às escolas sobre o notebooks.
    Letícia Maciel, de 18 anos, se formou no ensino médio no ano passado na Escola Estadual Maria do Carmo Ferreira Silva, em Franca, e tinha esperanças de ganhar o prêmio. ?Acho uma falta de consideração. O pessoal fica esperando e nada?, diz a aluna do Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG), que estuda em Muzambinho. Para facilitar os estudos e a comunicação com a família, os pais de Letícia compraram um laptop para ela.
    A estudante Letícia Neves, de 17 anos, formada em 2011 na Escola Estadual David Carneiro Ewbank, na mesma cidade, também aguarda a divulgação do resultado. ?Disseram que sairia em fevereiro, mas até agora nada?, conta. Letícia diz que tem procurado professores da escola para saber informações, mas que eles também não sabem quando o governo entregará o prêmio. As escolas da rede não têm acesso aos resultados individuais de seus estudantes no Saresp, somente à média da turma.
    A ideia de premiar os melhores alunos do 3º ano do ensino médio foi tomada com o objetivo de aumentar a participação dos estudantes na avaliação, mas não surtiu efeito. Em 2011, 84,5% dos alunos fizeram a prova, menos do que os 88,3% que participaram em 2010. A queda na participação foi mais acentuada entre os alunos do ensino médio.



  • Vale-coxinha do servidor estadual sobe para R$ 8 - 02-05-2012

    Thâmara Kaoru
    Clipping Educacional - do Agora
    Após 12 anos congelado, o valor do vale-refeição dos servidores passará de R$ 4 para R$ 8.
    O anúncio foi feito ontem pelo governador de São Paulo Geraldo Alckmin.
    Apelidado de vale-coxinha pelos servidores, o novo valor do auxílio começará a valer a partir de 1º de maio.
    De acordo com o governo do Estado, o aumento irá beneficiar 381 mil servidores que recebem salário de até R$ 2.600.
    Serão 170 mil funcionários da Educação, 72 mil da Segurança e mais 64 mil da Saúde.
    Os demais funcionários públicos são da administração pública.

  • Os professores devem se envolver na vida pessoal dos alunos? - 25-04-2012
    Içami  Tiba
    Clipping Educacional - UOL Educação
    Está cada vez mais difícil ser um bom professor no Brasil. Bom professor no sentido do verdadeiro educador, como aquele que tudo faz para que o seu aluno melhore, e não aquele que o usa para auferir benefícios próprios, como bens, ficar rico, famoso, poderoso etc.
    O verdadeiro educador trabalha para que o aluno aprenda e melhore a sua própria vida.
    Hoje, se a educação fosse um trem, poderíamos dizer que há algumas realizando heroicas diligências, outras como modernos trens, mas nenhuma delas tão avançada quanto a tecnologia e os conhecimentos existentes, ou como são algumas empresas.César Souza, grande executivo internacional, no seu recentemente lançado livro ?A NeoEmpresa?(Integrare Business) faz uma ótima analogia: ?um trem bala em uma montanha russa?. Isto, em grande parte, porque o Brasil é um país rico com educação paupérrima.
    A realização dessas diligências nos mostra o quão fora de época se encontram algumas das heroicas escolas, pois andam em locais sem trilhos, usando das energias humanas dos professores, sem nenhum recurso a não ser o conhecimento e vontade de ensinar. Não há como estes educadores não perceberem os problemas que os alunos vivem, pois os relacionamentos são pessoais, um olhar nos olhos dos seus alunos, que agradecem qualquer aprendizado. São heroicos pois abrem novos caminhos e criam soluções.
    Os trens públicos são verdadeiras marias-fumaça públicas, com vagões e trilhos precários, que precisam de constantes reparos para funcionar. Os trens privados podem ser até mais atualizados e melhores equipados, mas seus princípios pedagógicos ainda estão muito defasados perto do que poderiam ser e mesmo os seus alunos estão ainda muito aquém do que se espera após um ensino fundamental e médio.
    Dia 14/4 fui palestrar aos professores de Tapiraí, onde nasci, a 135km de São Paulo, no Vale do Ribeira,um município que tem 8.500 habitantes. São 2.000 alunos para frequentar três escolas: duas municipais e uma estadual. As municipais estão organizadas e os seus 1.000 alunos têm suas aulas regularmente. A estadual também tem 1.000 alunos e atende da 5ªsérie do Ensino Fundamental até o 3º ano, mas há muita falta de professores titulares e os que trabalham são os eventuais e, quando faltam, os alunos contam com os professores nomeados eventuais dos eventuais. Houve um ano, por exemplo, no qual de uma só matéria não houve uma única aula, e os alunos foram todos aprovados.
    O trilho existe, mas a maria-fumaça está praticamente parada. Alguns alunos têm ex-pais que largaram as mães que têm que lutar pela sobrevivência. Só um exemplo em entre muitas famílias que são desestruturadas, cujos adultos vivem em conflitos e vícios e seus filhos ?já fazem muito em ir para escola?...
    Acredito que os professores até têm como identificar, dentro da sala de aula, um aluno doente, deprimido ou emocionalmente abalado. Mas ajudá-los pode se tornar uma sobrecarga às tarefas que já têm, o que prejudicaria a sua vida pessoal e familiar. Além disso, a própria família do aluno acaba responsabilizando a escola pelos problemas que ele apresenta.
    A grande maioria dos professores públicos é desassistida. Quando assistidos (como nos trens particulares), os professores já têm orientações para passaremos problemas que os alunos estão tendo à coordenação. Entretanto, algumas destas famílias cobram que as escolas tomem as devidas providências, pois terceirizam-lhe a educação.
    O grande problema é que a maioria dos alunos no Brasil é prejudicada no seu aprendizado e negligenciada na sua educação e saúde.

  • Estado vai chamar 9.000 professores no mês que vem - 25-04-2012
    Rafael Italiani e Thâmara Kaoru
    Clipping Educacional - do Agora
    A Secretaria de Estado da Educação irá convocar, na segunda quinzena de maio, 9.000 professores de educação básica (PEB 2).
    A informação é do governador de São Paulo Geraldo Alckmin.
    Serão convocados os educadores aprovados no concurso de março de 2010.
    Eles precisarão passar pela escola de formação, que tem duração de quatro meses.
    Caso consiga a pontuação necessária na prova final, o educador poderá dar aulas.
    Segundo o governador, os professores devem iniciar a escola de formação no segundo semestre e começar a dar aula no ano que vem.

  • Motivos para ler - 25-04-2012
    LUCILA CANO
    Clipping Educacional - UOL Educação
    Não sei o que veio primeiro, se o gosto pela escrita ou pela leitura. O que sei é que desde pequena sempre gostei de ler e de escrever. ?Quem lê, escreve bem?, dizia um professor. Sigo a recomendação dele ao pé da letra, com um acréscimo de conta própria: ?Quem lê mais deve escrever melhor ainda?.
    Quando garota, por volta dos 10, 12 anos de idade, além das obras de Monteiro Lobato, do ?Pequeno Príncipe? e companhia, eu lia gibis de aventuras e as revistas de fotonovelas das minhas tias. Também li, às escondidas, alguns títulos considerados proibidos, como o famoso ?Eu e o governador?, de Adelaide Carraro.
    Em especial, o meu interesse era por resumos biográficos de grandes compositores de música clássica. Estranho, mas explicável. Tínhamos uma vizinha, professora de alemão, que não tinha filhos e que gostava de mim. Todo domingo, ela me levava para assistir aos ?Concertos Matinais? no Teatro Municipal de São Paulo. Eu adorava o passeio, a orquestra, a grandiosidade do teatro, e queria saber mais sobre quem tinha criado aquelas músicas.
    Nunca quis aprender a tocar nenhum instrumento. Lembrando daquela época, agora sei: minha curiosidade era puramente ?jornalística?.
    Despertar para a leitura
    Em 18 de abril comemoramos o Dia Nacional do Livro Infantil, em alusão ao nascimento de Monteiro Lobato - o grande mestre da literatura infantil brasileira ? em 1882. Através de seus personagens no ?Sítio do Pica-Pau Amarelo?, ninguém melhor do que ele demonstrou como a curiosidade ajuda a aprender e, principalmente, a gostar de aprender.
    Os livros infantis de Lobato também enaltecem a figura do ?instrutor?, seja ele um ?sabugo de milho?, seja uma ?dona Benta?, ou uma ?tia Nastácia?. É a orientação segura que nutre a curiosidade infantil e ajuda a criança a despertar para a leitura.
    O Instituto Pró-Livro (IPL), associação criada e mantida por entidades do mercado editorial, lançou em 28 de março passado, em Brasília, a terceira edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil. O estudo foi realizado em 2011 com 5.000 entrevistados de 315 municípios de todos os estados do país, além do Distrito Federal.
    A pesquisa está disponível para leitura no site do IPL (www.prolivro.org.br) e confirma algumas das minhas certezas. Professores, mães e pais (nesta ordem) são as pessoas que mais influenciam uma pessoa a ler. O fato de os pais (mães e pais) terem uma base escolar também é significativo, porque eles podem ler para os filhos, comentar as histórias e motivar as crianças para os temas dos livros.
    A parte triste da pesquisa, pelo menos para mim, é a que revela que em média o brasileiro lê quatro livros por ano. Dos quatro, apenas dois são lidos do começo ao fim, ou seja, de fato, ele lê apenas dois livros por ano.
    Felizmente, a grande maioria dos participantes desse estudo afirmou que a leitura é muito importante, porque ?ler bastante pode levar uma pessoa a vencer na vida e melhorar a sua condição socioeconômica?.

    Primeiro idioma
    No mercado de trabalho, a questão da qualificação é grave. Os jovens à procura de estágio ou emprego têm uma preocupação válida e necessária pelo aprendizado de um segundo idioma. Acabam se esquecendo que, antes de tudo, precisam do primeiro, nossa rica e difícil língua portuguesa.
    O Núcleo Brasileiro de Estágios (Nube) divulgou resultados de pesquisa que realizou com 6.716 estudantes e que mostram a falta que faz o hábito de leitura, a começar pelo desempenho dos candidatos em entrevistas.
    Segundo a pesquisa do Nube, na área de Jornalismo, cerca de 50% dos jovens cometem erros acima do limite aceitável em testes ortográficos. Alunos de Pedagogia chegam a 50% e os de Matemática a até 67%. Nos segmentos das Artes e Design, o índice alcança 71%. No caminho contrário, mas bem-sucedido, 75% dos estudantes de Engenharia e 83% dos de Direito têm êxito.
    Ler não ajuda apenas a escrever, mas a compreender melhor o que se passa ao nosso redor e a expressar o que pensamos de maneira mais clara, sempre.
    * Homenagem a Engel Paschoal (7/11/1945 a 31/3/2010), jornalista e escritor, criador desta coluna
    LUCILA CANO
    Colunista especialista em temas relacionados

  • Professor não pode concorrer com a internet - 25-04-2012
    Cinthia Rodrigues
    Clipping Educacional -  iG São Paulo  
    Para especialistas, o apresentador de informações vai desaparecer, mas o educador que vai além delas é cada vez mais necessário
    Imagine, em um mundo sem internet, o dia em que professores são avisados que dali para frente uma ferramenta de pesquisa permitirá aos seus alunos ler, assistir, ouvir e discutir sobre qualquer assunto. Qual seria a reação dos educadores? Para especialistas, há muito motivo para comemorar: a chance de obter êxito no aprendizado aumenta. Na vida real, a recepção não foi bem assim. 
    Como o professor deve lidar com a tecnologia?
    Deve explorar o acesso e interesse que os alunos têm para sugerir trabalhos fora de aulaDeve introduzir ferramentas tecnológicas dentro da classeDeve ajudar o aluno a encontrar fontes confiáveis e fazer pesquisas na internetTodas as alternativas anteriores.
    Deve ignorá-la. As aulas precisam ter o formato preservado. 
    Incluída ou não na aula, presente ou não na escola, a internet faz parte da rotina dos alunos. Em 2008, quando apenas 23% dos lares estavam conectados segundo o Ibope, o instituto já apontava que 60% dos estudantes tinham acesso à rede de algum modo. Em pesquisa realizada nas escolas estaduais do Rio de Janeiro em 2011, 92% disseram estar online ao menos uma vez ao dia.
    ?O professor pode escolher como tratar a internet, mas não pode ignorá-la?, diz o pesquisador emérito de Ciências da Educação da Universidade de Paris 8 e visitante na Universidade Federal do Sergipe, Bernard Charlot. Ele vê duas possibilidades para o educador: fazer o que a máquina não sabe ou ser substituído.
    ?Ninguém pode concorrer com o Google em termos de informação. O professor que ia à frente da sala apresentar um catálogo vai desaparecer em 20 anos e ser substituído por um monitor?, afirma sem titubear, emendando um alento: ?Por outro lado, o professor que ensina a pesquisar, organizar, validar, resolver problemas, questionar e entender o sentido do mundo é cada vez mais necessário.?
    O pesquisador defende que o aparente problema de falta de entrosamento com a tecnologia na verdade é a lente de aumento que a internet colocou sobre a falta de formação para a docência. ?Não é que o professor não sabe ensinar a pesquisar na internet, é que ele não sabe ensinar a pesquisar. Muitas vezes é mais simples ainda: o professor não sabe como ensinar.?
    Para ele, a culpa não é do profissional, mas do sistema engessado que além de não formá-lo não o deixa fazer diferente. ?Não faz sentido começar um trabalho na internet e, depois de 50 minutos, dizer: a gente continua semana que vem. Assim como cada professor cuidar de uma disciplina, como se os assuntos não fossem relacionados, ou tratar de temas sem mostrar na prática para que servem na sociedade tornam a escola sem sentido.?
    A doutora em linguística e especialista no impacto da tecnologia na aprendizagem Betina von Staa também culpa principalmente o sistema de ensino pela falta de aceitação da tecnologia. ?Muitos professores não aceitam trabalhos digitados apenas para evitar cópias. A preocupação é maior com o controle de notas do que com as possibilidades de aprendizado?, lamenta.
    foto: O DiaPesquisa em escolas públicas do Rio mostrou que 92% acessam internet todos os dias, em casa, na escola e até no celular
    Na opinião dela, o aluno precisa de orientação para procurar informações confiáveis e questionar dados encontrados na internet. ?Todas as pesquisas apontam que a tecnologia traz benefícios, porém desde que venha com formação dos professores para dar apoio.?
    O Colégio Ari de Sá, em Fortaleza, é um exemplo de exceção na introdução da tecnologia na sala de aula. Além de equipamentos - lousas digitais, computadores e até tablets para os alunos que preferirem o equipamento aos livros - a escola tem formação para os professores diariamente e no contexto das aulas. O coordenador de informática educativa, Alex Jacó França, passa em cada sala tirando dúvidas dos professores e dá dicas de como incluir ferramentas online em cada tópico.
    "Muitos temas que passariam sem grande interesse aos alunos acabam ganhando vídeos e experimentos que os marcam. Quanto mais o professor conhece, maior a liberdade que dá ao aluno no formato de suas pesquisas e melhor o aprendizado", garante o especialista. Para ele, mesmo nos casos em que as escolas não têm equipamento, o conhecimento do professor para incentivar o uso de tecnologias e a abertura para deixar os alunos irem além dos livros faz a diferença.
    Durante fórum sobre tecnologia e educação promovido pela Blackboard no último dia 12, em São Paulo, educadores estrangeiros sustentaram opinião parecida. A diretora de avaliação da Universidad Cooperativa de Colômbia, Maritza Randon Rangel, afirma que a democratização do acesso à rede dá oportunidade para que mesmo escolas rurais e afastadas tenham desempenho equivalente às que estão mais próximas de recursos culturais e financeiros. ?Tivemos êxito com isso na Colômbia, mas além das máquinas é preciso uma equipe com objetivos claros.?
    ?Muitos temas que passariam sem grande interesse aos alunos acabam ganhando vídeos e experimentos que os marcam. Quanto mais o professor conhece, maior liberdade dá ao aluno e melhor o aprendizado", 
    Já a pedagoga Patrícia Patrício, mestre em Formação de Professores pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e autora do livro ?São Deuses os Professores??, defende que os educadores de sucesso conseguem êxito com ou sem ajuda da escola. ?Em geral profissionais que se destacam fazem isso, apesar da escola?, conta.
    É o caso de professores premiados em todas as edições das Olímpiadas Brasileiras de Matemática, como Antonio Cardoso do Amaral, de Cocal dos Alves, no Piauí, e Maria Botelho, de Uberlândia, em Minas Gerais. Ambos não têm formação ou estrutura tecnológica acima da média da rede pública nas escolas, mas incentivam os alunos a usá-la em casa e valorizam dúvidas e exercícios trazidos dentro ou fora do contexto da aula. ?Às vezes chego em casa e um aluno me deixou uma dúvida no Facebook, eu adoro, significa que eles estão indo além da aula?, diz Botelho.

  • Falta professor em 32% das escolas estaduais de São Paulo - 25-04-2012

    Clipping  Educacional - FOLHA DE SÃO PAULO
    Dois meses após o início do ano letivo, uma em cada três escolas estaduais da cidade de São Paulo enfrenta falta de professores. O problema afeta, principalmente, as disciplinas de arte, geografia, sociologia e matemática.
    A informação é da reportagem de Fábio Takahashi publicada na edição desta quarta-feira da Folha. A reportagem completa está disponível a assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha.
    O déficit de professores persiste mesmo após a Secretaria da Educação liberar a convocação de profissionais reprovados em exame do Estado e de outros que nem fizeram a prova.
    Alunos de uma escola da zona norte relatam que só tiveram duas aulas de geografia. Outros não tiveram nenhuma aula de artes.

    OUTRO LADO
    Por meio de nota oficial, a Secretaria Estadual da Educação de São Paulo afirmou que o levantamento feito pela Folha é "enganoso" e não reflete a realidade sobre o quadro de docentes. De qualquer forma, para aprimorar a rede, disse a pasta, será aberto novo concurso público no próximo semestre.
    Editoria de Arte/Folhapress
    fonte: http://www1.folha.uol.com.br/

  • Quando a lição acaba em violência - 25-04-2012
    Clipping Educacional - Correio Braziliense 
    A cada ano, professores se veem mais reféns de alunos. Pesquisas recentes feitas nos estados mostram aumento da insegurança no ambiente escolar
    Os vestígios de um trauma vivido há 13 anos em uma escola, em Ceilândia, não conseguiram tirar a professora Edielza Figueiredo, de 44 anos, das salas de aula. Entretanto, o episódio de agressão deixou marcas profundas, que são lembradas com clareza até hoje. Grávida de oito meses de seu terceiro filho na época, ela foi vítima de um aluno, supostamente drogado, que jogou uma mesa escolar contra sua barriga. ?Na hora, eu mantive a calma e consegui até resolver o problema. Mas, quando cheguei em casa, comecei a sentir muito medo. Até contrações eu tive. Me senti vulnerável, não queria voltar?, relembra.
    Histórias como as de Edielza são rotineiras nas escolas da rede pública brasileira. Dados de uma pesquisa da Unesco, de 2006, revelam que 80% dos professores das principais capitais brasileiras enfrentaram, em algum momento, a violência no trabalho. No Distrito Federal, um terço dos profissionais já foi agredido em sala de aula. A falta de políticas públicas educacionais formuladas pelo Ministério da Educação (MEC) e por secretarias estaduais reforça o cenário assustador, que preocupa sindicatos e especialistas.
    Os dados são alarmantes em várias partes do país. A pesquisa Observatório da Violência do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), divulgada no ano passado, mostrou que os casos de agressão a professores nas escolas públicas paulistas têm crescido cerca de 40% por semestre nos últimos três anos. Já em Minas Gerais, um levantamento feito pelo Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais (Sinpro-MG) revelou que a cada três dias um caso de violência é registrado contra docentes em escolas públicas ou privadas do estado. Em Brasília, a média chega a seis casos por semana. Porém, representantes de sindicatos alertam que o número pode ser maior, já que muitos docentes preferem não oficializar as denúncias.
    Especialistas afirmam que, na maioria dos casos de agressão, as motivações são corriqueiras. ?É uma nota baixa, um professor que chamou a atenção e tirou da sala de aula?, analisa a socióloga e coordenadora da área de Juventude e Políticas Públicas da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso), Miriam Abramovay. Edielza acredita que os agressores acabam descontando a raiva de problemas pessoais nos docentes. ?As motivações são externas. Eles trazem a bagagem de casa, que reflete na escola?, acredita.

    Agressões
    Com 26 anos de magistério, Edielza conta que já passou por inúmeros episódios de violência nas escolas em que trabalhou em Ceilândia, Santa Maria e Taguatinga. Mesmo apaixonada pela profissão, a professora chegou até a pensar em largá-la. O pedido, inclusive, foi feito pelo seu filho mais velho, na época com 10 anos. ?Ele me falava: ?Mãe, você é muito inteligente, vai fazer outra coisa??, recorda. A professora, porém, escolheu continuar por ?acreditar na Educação?.
    Muitas vezes, porém, as agressões acabam afastando os docentes da sala de aula. No Rio de Janeiro, por exemplo, o sindicato acompanha de perto o caso de 10 professores que deixaram de lecionar por causa de ameaças sofridas e, hoje, estão de licença médica com diagnósticos de estresse pós-traumático ou síndrome do pânico. A pesquisa do Apeoesp aponta que 70% dos professores paulistas que sofrem de estresse foram vítimas de algum ato violento por parte de alunos.
    O quadro também se repete em Brasília. Depois de ser vítima de perseguição por parte de uma gangue em Taguatinga, em 2010, o professor de Educação física Hudson Paiva, de 33 anos, chegou a trocar de escola duas vezes e tirou seis meses de licença. Os agressores eram alunos de 11 a 17 anos do colégio onde ele trabalhava. ?Eles me perseguiam, iam até a minha casa. Uma vez, eu estava na quadra dando aula e os meninos jogaram um pedaço de vidro com álcool e fogo?, relata. De volta à ativa, Hudson convive hoje com características típicas de um trauma. ?Eu fico alerta o tempo todo. Se levantarem a voz, registro logo uma queixa na delegacia?, acrescenta.
    Miriam Abramovay ressalta que, para solucionar o problema, é preciso criar um plano de convivência escolar, com políticas educacionais consistentes, que também capacitem melhor os docentes. ?Não existe hoje um diagnóstico sério do que está acontecendo nas escolas. É um livro fechado?, critica a especialista.
    Já o secretário de assuntos educacionais da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Heleno Araújo, acredita que o problema é a falta de limites dos estudantes. ?Eles acham que têm todos os direitos. Salas lotadas, falta dematerial e professores sem condições adequadas de trabalho propiciam um ambiente para a violência. Fica difícil criar uma relação professor-aluno?, explica.

  • Direito do professor, formação dentro da escola falha - 25-04-2012
    Por: Cinthia Rodrigues
    Clipping Educacional - IG - 25/04
    Por lei, um terço da carga horária do educador deveria ser para atualização, mas na prática tempo não existe ou é mal usado...
    ?Estou há 23 anos em sala de aula. Durante todo esse tempo não presenciei HTPC (Hora de Trabalho Pedagógico Coletivo) que faça justiça ao nome?. O desabafo feito pela professora Vilma Nardes Silva Rodrigues expõe uma das principais dificuldades que o educador enfrenta para realizar um bom trabalho: a formação interna na escola, que deveria ser rotineira, ora não existe, ora se deturpa.
    A questão é tema da terceira reportagem da série do iG sobre como o professor tem pouca chance de aprender a ensinar. Em tese, a carreira dos mestres é estruturada para que ele se recicle e estude como ajudar seus alunos durante todo o tempo em que estiver na ativa. A necessidade de aprender constantemente é tão clara ? ao menos na teoria ? que existe legislação para garanti-la.
    Por lei, um terço da carga horária remunerada do professor deve ser destinado a atividades extra-classe. Cabe neste tempo a correção de provas e trabalhos e o planejamento pedagógico, mas a recomendação do Conselho Nacional de Educação é de que os profissionais se reúnam para discutir dificuldades e soluções pedagógicas.
    A maioria das redes públicas sequer cumpre a lei. Em vez de reservar 33% do tempo para que os docentes se preparem e dêem boas aulas nos outros 66%, prefeituras e Estados esperam que os profissionais já cheguem preparados. ?As pessoas acham que o professor é um ser que nasce pronto. Longe disso, todos os dias há um duro trabalho de buscar novas formas de ensinar a partir do diagnóstico dos alunos, que também é trabalhoso?, diz Norman Atkins, presidente da Escola de Educação Relay, nos Estados Unidos, e um dos principais críticos ao ensino apenas teórico que os professores recebem.
    Mesmo no tempo destinado à formação, poucas escolas se dedicam a encarar as dificuldades pedagógicas que os professores estão enfrentando. ?Por mais que estas reuniões sejam marcadas, o conteúdo é sempre de informes sobre datas, procedimentos e burocracias?, lamenta Vilma que dá aulas em escola estadual, municipal e particular em Carapicuíba, na Grande São Paulo.
    Ela conta que o tempo previsto fora de sala nas redes públicas - que não chega a um terço das aulas, mas existe ? sempre tem um roteiro definido por governo ou direção. ?Quando, muito esporadicamente, o tempo é para formação, a equipe se reúne sem saber o que está ocorrendo com as turmas e o tema acaba sendo um texto, uma apostila genérica, assuntos distantes do contexto da aula.?
    Em uma das melhores escolas municipais de São Paulo, a Desembargador Amorim Lima, muitos professores estão prontos para admitir que não têm tempo suficiente para formação. O iG acompanhou um dia de reunião na unidade durante a semana de organização escolar, que antecede o início das aulas.
    Os professores foram agrupados por módulos e passaram a maior parte do tempo ajustando horários, turmas e como funcionaria a recuperação paralela. À tarde, houve um exercício em grupo com a leitura de um texto sobre portfólio, proposto pela consultora voluntária, Fátima Pacheco, uma das fundadoras da Escola da Ponte (instituição em Portugal que conquistou alunos ao substituir a divisão tradicional em turmas e disciplinas por projetos).
    Todos estavam acostumados com a palavra portfolio no sentido burocrático, ou seja, sabiam que se tratava de um documento sobre o desenvolvimento da aula que deviam apresentar. Já o sentido pedagógico, de identificar o avanço e as dificuldades de cada aluno, pegou de surpresa vários professores. Ao final, os porta-vozes dos grupos admitiram que preenchiam o documento, mas não exploravam sua função. ?É algo que deveria ser trabalhado toda semana para que os educadores pudessem se ajudar, mas a maioria das escolas que visito no Brasil não usa bem?, comenta a consultora.
    A diretora da unidade, Ana Elisa de Siqueira, reconhece as dificuldades de formação. ?O que posso lhe garantir é que nesta escola todos estão interessados em fazer o melhor. A Fátima é benvinda e ajuda muito, mas são tantos problemas para resolver, de toda ordem, que não conseguimos focar sempre no ensino-aprendizagem.?

    Apostilas expõem carência
    A educadora Paula Lozano, autora de uma pesquisa para a Fundação Lemann sobre o impacto da adoção de sistemas apostilados ? que dão roteiros prontos para as aulas ? acha que o resultado é mais uma prova da falta de formação dos professores. Segundo sua investigação, os municípios que usavam material padronizado conseguiram melhores resultados que os demais, apesar da qualidade questionável das apostilas e do impossível nivelamento que elas pressupõem.
    ?Alguns sistemas eram bem ruins e, mesmo assim, tiveram resultado melhor do que as aulas preparadas pelos docentes. Isso significa que muitos educadores não conseguem organizar exercícios e atividades para dar conta do conteúdo?, lamenta a educadora. Para ela, o Brasil devia admitir a carência na formação do professor e ampará-lo mais enfaticamente. ?Na Finlândia, autonomia do professor é ótima, todos sabem como dar aulas maravilhosas. Aqui, nem tanto.?

  • Faltam valorização profissional e professores nas escolas estaduais - 25-04-2012
    Maria Izabel Azevedo Noronha
    Clipping educacional - APEOESP
    Este é um dos resultados da política de desvalorização dos professores que vem sendo praticada no Estado de São Paulo há muitos anos, e que se intensificou a partir de 1995 com as medidas de enxugamento das despesas públicas.
    Reportagem publicada nesta quarta-feira, 25 de abril, no jornal Folha de S. Paulo, informa que faltam professores em 32% das escolas estaduais localizadas na cidade de São Paulo.
    Há problemas em quase todas as disciplinas. A maior lacuna é de professores de Artes. A segunda é de Geografia, mas também é grande o número de escolas em que faltam professores de Matemática, Língua Portuguesa, História e Física.
    Embora o foco da reportagem seja somente a capital, a observação de nossas subsedes indica que, por exemplo, nas cidades da Grande São Paulo a situação é semelhante, talvez até mais grave em alguns municípios.
    Este é um dos resultados da política de desvalorização dos professores que vem sendo praticada no Estado de São Paulo há muitos anos, e que se intensificou a partir de 1995 com as medidas de enxugamento das despesas públicas. Considerados pelo governo como gasto e não como investimento, os recursos destinados à educação foram virtualmente congelados durante vários anos, repercutindo nas condições estruturais das escolas e nos salários e condições de trabalho dos professores.
    Em dezembro de 1997, o governo estadual impôs, por meio de sua maioria na Assembleia Legislativa, um novo plano de carreira (lei complementar 836/97), que destruiu a carreira do magistério construída com a lei complementar 444/85 (elaborada com amplo debate na rede estadual de ensino). A lei 836/97 reduziu as possibilidades de evolução e progressão dos professores a poucas faixas e níveis e rebaixou os níveis salariais. Toda a categoria foi prejudicada, particularmente os aposentados e os professores em vias de se aposentar. Devido a esta lei, acumulamos grandes perdas salariais ainda não totalmente repostas.
    Assim, a carreira do magistério, que já continha uma série de problemas e limitações, tornou-se menos atraente para os jovens que, na universidade, buscam formação para a carreira do magistério. Desta forma, professores licenciados em diversas disciplinas, como Química, Física, Matemática e outras, buscam profissões que lhes asseguram melhores salários, condições de trabalho e possibilidades de crescimento profissional.
    Hoje temos um quadro nas escolas estaduais no qual a combinação de desvalorização profissional e salarial, falta de estrutura adequada, violência nas escolas, assédio moral e uma gestão com pouca possibilidade de participação dos professores e da comunidade escolar afasta muitos bons profissionais. Há casos de alunos recém-formados nos cursos de licenciatura que, aprovados em concurso público, abandonam a rede logo após a posse. Na rede estadual de ensino, segundo informações divulgadas em 2010 pela Folha de S. Paulo com base em dados oficiais, há cerca de 92 licenças médicas todos os meses.
    Frente a isto, o que faz o governo? Impõe uma sistemática de provas de conhecimentos que não servem para efetivar os professores, mas tão somente para mantê-los nas mesmas precárias condições de contratação e de trabalho. Muitos professores, embora experientes e com muitos anos de trabalho na rede, deixam de assumir aulas no início do ano letivo por não terem obtido um bom resultado na prova. Entretanto, como faltam professores, eles acabam sendo chamados no decorrer do ano, assim como docentes que sequer participaram da prova. É a desmoralização total deste tipo de política.
    Nós, da APEOESP, estamos participando da comissão paritária de gestão da carreira, que discute a regulamentação dos novos níveis salariais criados em 2010. Temos levado à discussão múltiplas formas de evolução pela via não-acadêmica, além de novas possibilidades de promoção na carreira, que não se limitam a uma prova. No entanto, para que essas novas formas de evolução e promoção se concretizem, valorizando o trabalho coletivo na escola e contribuindo para a melhoria da qualidade da educação, é preciso que o governo implante a composição da jornada de trabalho determinada pela lei federal 11738/08 (lei do piso salarial profissional nacional), destinando no mínimo 1/3 das aulas para atividades extraclasses (horário de trabalho pedagógico coletivo e atividades em local de livre escolha).
    Formação continuada no local de trabalho, em convênios com universidades públicas; salários dignos; jornada de trabalho adequada; boas condições de trabalho; fim das classes superlotadas; carreira são algumas das necessidades básicas para um ensino de qualidade nas escolas públicas estaduais. Do contrário, vão continuar faltando professores.

  • Curso de Mediação Escolar e Comunitária começa amanhã para 959 docentes da rede - 25-04-2012
    Clipping Educacional - Da Educação
    Capacitação terá duração de 78 horas e é destinada a professores-mediadores das escolas estaduais
    Com o objetivo de preparar os docentes para desenvolver a mediação de conflitos no ambiente escolar, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo promove, a partir desta quinta-feira (26), o curso de Mediação Escolar e Comunitária.
    Destinada a 959 professores da rede estadual que atuam como professor-mediador, as aulas são semipresenciais divididas em seis módulos, sendo três feitos por meio de videoconferência e os outros pelo site da Escola de Formação de Professores Paulo Renato Costa Souza. No total, o curso tem 78 horas.
    Os educadores desempenham a função em 920 escolas e foram inscritos pelos gestores regionais do Sistema de Proteção Escolar, programa criado em 2009 que visa a prevenção de conflitos no ambiente escolar.
    Com o treinamento, os professores estarão preparados para apoiar o desenvolvimento de ações e programas de Justiça Restaurativa; orientar os pais ou responsáveis sobre o papel da família no processo educativo; desenvolver atividades pedagógicas para a comunidade do entorno da escola; analisar os fatores de vulnerabilidade e de risco a que possa estar exposto o aluno, entre outras ações relacionadas à segurança dos estudantes.