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  Ensino de Química

Este blog tem como ponto chave as questões relacionadas ao Ensino de Química. Aqui colocarei tudo o que encontrar, dentro e fora da rede, que tenha relação ou seja útil para ajudar quem trabalha na área, seja como professor(a) ou como pesquisador(a).

ensquimica.blogspot.com | Detalhes | hits : 175 |
Categoria : Home > Professores

  • RSS Feeds : Ensino de Química : Ensino de Química

  • Veduca - 08-05-2012


    Com o lema "Os melhores cursos universitários do Brasil e do Mundo ao alcance de todos", o Veduca é lançado no Brasil com a proposta de reunir vídeo-aulas de professores das melhores universidades do mundo, com legendas em português, e acesso totalmente gratuito.

    Já são quase 5 mil vídeo-aulas e mais de 200 cursos no portal. Alguns vídeos ainda estão sem legenda em português, mas já existe muito material que você pode aproveitar.

    A área de Química do portal pode ser acessada clicando aqui. É só escolher a universidade que deseja acessar e ver os vídeos disponíveis.



  • QNEsc fevereiro de 2012 - 04-05-2012

    • Nanotecnologia: um tema para o Ensino Médio utilizando a abordagem CTSA
    • A Química dos agrotóxicos
    • 17 anos de Química Nova na Escola: notas de alguém que a leu como estudante no Ensino Médio e no Ensino Superior com aspirações à docência
    • Uma abordagem diferenciada para o ensino de funções orgânicas através da temática medicamentos
    • Reflexões sobre modelos e representações na formação de professores com foco na compreensão conceitual da catálise enzimática
    • A organização da disciplina Physica-Chimica na escola secundária no Brasil: o caso do Colégio Culto à Ciência de Campinas

  • QNEsc novembro de 2011 - 04-05-2012

    • Metais pesados no ensino de Química
    • Nobel em Química 2011: descoberta dos quasicristais, uma nova classe de sólidos
    • Pesos atômicos deixam de ser constantes: dez elementos passam a ter intervalos de pesos atômicos
    • Uma proposta alternativa para o ensino de Eletroquímica sobre a reatividade de metais
    • Práticas de processamento de alimentos: alternativas para ensino de Química em escola do campo
    • A recursividade no ensino de Química: promoção de aprendizagem e desenvolvimento cognitivo
    • Um estudo sobre a avaliação de desempenho de vestibulandos no aprendizado de Química Inorgânica para definição de critérios para uma intervenção cognitiva
    • Constante de Planck: uma nova visão para o Ensino Médio


  • QNEsc agosto de 2011 - 04-05-2012

    • Saberes populares fazendo-se saberes escolares: um estudo envolvendo a produção artesanal do pão
    • Por que foi mesmo que a gente foi lá? Uma investigação sobre os objetivos dos professores ao visitar o Parque da Ciência Newton Freire-Maia
    • A matriz de referência do ENEM 2009 e o desafio de recriar o currículo de Química na Educação Básica
    • Utilização do cinema na sala de aula: aplicação da Química dos perfumes no ensino de funções orgânicas oxigenadas e Bioquímica
    • Desafio militar: missão dada é missão cumprida. Contextualização e interdisciplinaridade na Educação Química
    • Bulas de medicamentos, vídeo educativo e biopirataria: uma experiência didática na Amazônia
    • SOS Mogi-Guaçu: contribuições de um estudo de caso para a Educação Química no nível médio


  • QNEsc maio de 2011 - 04-05-2012

    • Cibercultura em ensino de Química: elaboração de um objeto virtual de aprendizagem para o ensino de Modelos Atômicos
    • Poesia de António Gedeão e a formação de professores de Química
    • A Bioquímica do candomblé: possibilidades didáticas de aplicação da Lei Federal 10639/03
    • O despertar da Radioatividade no alvorecer do século XX
    • Saindo também se apresnde: o protagonismo como um processo de ensino-aprendizagem de Química
    • Aprendizagem mediada por gêneros do discurso escolar-científico: projeto, desenvolvimento e utilização de material instrucional em sala de aula de Química
    • O livro didático de Química nas concepções de professores do Ensino Médio da região Sul da Bahia
    • Identificação de ácido salicílico em produtos dermatológicos utilizando-se materiais convencionais


  • Mangá no ensino de Química - 22-04-2012


    Conheci hoje um blog de um projeto muito interessante, que usa mangás para abordar temas relacionados à Química, de forma lúdica e com uma linguagem voltada para o público jovem que gosta desse tipo de publicação. 

    O fanzine Sigma Pi conta a história de Branca, uma garota recém transferida para um colégio interno tradicional da cidade. Neste colégio todos os alunos são obrigados a frequentar um clube como parte de suas atividades extracurriculares, e a nossa protagonista acaba indo parar num clube de química, o Sigma Pi!

    Recomendo a todos os leitores!

    Conheça o projeto e leia o fanzine online no endereço a seguir: 

  • As moléculas da bruxaria - 02-03-2012
    Esqueça Harry Potter! As fórmulas utilizadas pelas bruxas da vida real não necessitavam de palavras mágicas para funcionar.

    Veja neste vídeo do canal Fala Química, as moléculas presentes nas mais famosas fórmulas associadas à prática da bruxaria, como o elixir do sono profundo e a poção do amor.




  • Entre os melhores do Brasil! - 23-02-2012


    Hoje recebi uma notícia que me deixou muito feliz! O site infoEnem elegeu o Ensino de Química como um dos 10 melhores blogs de Química do Brasil!

    Gostaria de agradecer e dizer que, apesar de estar muito ocupada e sem poder atualizar o blog com uma frequência maior, tenho grande prazer em fazê-lo e saber que o que eu publico aqui tem alguma importância para os que buscam um apoio nesta área.

    Clique aqui e veja a lista completa de sites e blogs eleitos nesta categoria.



  • Planos de aula com temas do cotidiano - 15-02-2012


    A revista Nova Escola disponibiliza, em seu site, planos de aula com temas do cotidiano para o professor trabalhar as várias disciplinas de todos os níveis de ensino.

    Vejam aqui os planos de aula de Química, com temas como doping, gastronomia molecular, sacolas plásticas e muitos outros. Escolha a disciplina na lateral esquerda da página.


  • LADIQ: Laboratório de Divulgação Química do Sudoeste da Bahia - 24-01-2012


    Hoje gostaria de dar a dica de um projeto do qual faço parte. É o LADIQ: Laboratório de Divulgação Química do Sudoeste da Bahia.

    Trata-se de um programa permanente de extensão da UESB (Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia) de Jequié, que congrega vários projetos na área de Divulgação Científica.

    Este programa nasceu da vontade de elaborar vários projetos que levassem a Química para a sociedade como um todo, procurando, entre outras coisas, desmistificar esta ciência e procurar retirar do imaginário popular a ideia de que tudo o que "tem química" é prejudicial (veja um artigo aqui no blog sobre o assunto). Aproveitamos que 2011 foi o Ano Internacional da Química e lançamos o programa. Ainda estamos começando, mas já temos um projeto aprovado pela FAPESB, que pretende equipar os laboratórios de 2 escolas públicas da cidade e ajudar os professores a desenvolver nos seus alunos a vontade de ser um cientista. Paralelamente, temos também atendido escolas que nos procuram solicitando visitas para apresentação de experimentos a alunos de vários níveis de ensino.

    Estamos elaborando novos projetos que passarão a integrar o LADIQ a partir de 2012 e esperamos que nosso laboratório possa ajudar ainda mais instituições de ensino, bem como, a comunidade em geral.

    Para conhecer melhor o LADIQ, entre no nosso blog e veja o que já produzimos e o que pretendemos produzir ao longo dos anos.

    Também estamos nas principais redes sociais. Para participar é só clicar no logotipo da rede na lateral direita do blog e solicitar sua integração ao grupo.

    Para solicitar uma visita, entre em contato pelo e-mail: ladiq.uesb@gmail.com.



  • Nem Jesus aguentaria ser um professor nos dias de hoje... - 14-12-2011
    Essa eu recebi de um dos membros do grupo Ensino de Química do Google! heehehe



    Naquele tempo, Jesus subiu a um monte seguido pela multidão e, sentado sobre uma grande pedra, deixou que os seus discípulos e seguidores se aproximassem.


    Ele os preparava para serem os educadores capazes de transmitir a lição da Boa Nova a todos os homens.

    Tomando a palavra, disse-lhes:
    - Em verdade, em verdade vos digo: Felizes os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus. Felizes os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. Felizes os misericordiosos, porque eles....
    Pedro o interrompeu:
    - Mestre, vamos ter que saber isso de cor?

    André perguntou:
    - É pra copiar?

    Filipe lamentou-se:
    - Esqueci meu papiro!

    Bartolomeu quis saber:
    - Vai cair na prova?

    João levantou a mão:
    - Posso ir ao banheiro?

    Judas Iscariotes resmungou:
    - O que é que a gente vai ganhar com isso?

    Judas Tadeu defendeu-se:
    - Foi o outro Judas que perguntou!

    Tomé questionou:
    - Tem uma fórmula pra provar que isso tá certo?

    Tiago Maior indagou:
    - Vai valer nota?

    Tiago Menor reclamou:
    - Não ouvi nada, com esse grandão na minha frente.

    Simão Zelote gritou, nervoso:
    - Mas porque é que não dá logo a resposta e pronto!?

    Mateus queixou-se:
    - Eu não entendi nada, ninguém entendeu nada!

    Um dos fariseus, que nunca tinha estado diante de uma multidão nem ensinado nada a ninguém, tomou a palavra e dirigiu-se a Jesus, dizendo:
    - Isso que o senhor está fazendo é uma aula? Onde está o seu plano de curso e a avaliação diagnóstica? Quais são os objetivos gerais e específicos? Quais são as suas estratégias para recuperação dos conhecimentos prévios?

    Caifás emendou:
    - Fez uma programação que inclua os temas transversais e atividades integradoras com outras disciplinas? E os espaços para incluir os parâmetros curriculares gerais? Elaborou os conteúdos conceituais, processuais e atitudinais?

    Pilatos, sentado lá no fundão, disse a Jesus:
    - Quero ver as avaliações da primeira, segunda e terceira etapas e reservo-me o direito de, ao final, aumentar as notas dos seus discípulos para que se cumpram as promessas do Imperador de um ensino de qualidade. - Nem pensar em números e estatísticas que coloquem em dúvida a eficácia do nosso projeto.- E vê lá se não vai reprovar alguém!

    E, foi nesse momento que Jesus levantou os olhos para o céu e disse:
    "Senhor, Senhor por que me abandonastes?"

  • Crônica: "A evolução da Química como Ciência" - 22-11-2011
    Esta crônica foi enviada pelo próprio autor ao Jornal da Ciência da SBPC e achei interessante passar para os leitores do blog. Inclusive, é boa para levar para a sala de aula e trabalhar com os alunos.

    *******************************

    O neto diz ao avô que precisa fazer uma prova de Química e que o assunto é sobre Átomos:

    - Vô, por que temos que estudar sobre estas coisas, se nem sequer as enxergamos?

    O avô responde:
    - Meu neto, houve um tempo, cerca de 500 anos antes de Cristo, em uma civilização ímpar na história da humanidade - a Grécia -, que alguns pensadores, entre eles Demócrito e Leucipo, ainda que de forma meramente intuitiva, pregavam a existência de pequenas partículas indivisíveis que constituíam a matéria, os átomos. Entretanto, esses pensadores, os atomistas, não foram muito levados a sério pela grande maioria das pessoas, que achavam muito mais plausíveis as idéias defendidas por outra linha de pensadores, os socráticos, que afirmavam que a matéria era contínua. Para Aristóteles (século IV a.C), o mais famoso e influente entre os filósofos gregos, a matéria era constituída por diferentes combinações de quatro elementos fundamentais, a terra, o ar, a água e o fogo. Cada um desses elementos tinha propriedades que os caracterizavam. Assim o fogo era quente e seco; o ar era quente e úmido; a água era fria e úmida; e a terra era fria e seca. Apesar da simplicidade dessa teoria, fica claro que já havia nessa época uma noção não sobre a composição da matéria, mas sobre os estados da matéria, já que o ar eram os gases, a água os líquidos, a terra os sólidos e a forma de energia que converte um estado em outro era o fogo. Era isto que caracterizava o modo de pensar dos gregos, a substituição de interpretações mítico-religiosas da natureza pelo raciocínio lógico intuitivo, baseado exclusivamente na razão.

    - Ah vô, então é por isso que o meu professor parece falar só em grego, diz o Neto.

    O avô continua:

    - Devido à contundência das propostas de Aristóteles, a teoria dos quatro elementos é que foi transmitida às próximas civilizações, tanto que as idéias atomistas foram deixadas de lado por mais de dois milênios. Na verdade, durante esse período, a Química, apesar de praticada por muitos, só que com outro nome, Alquimia, não era vista com caráter científico, mas com uma forte influência mística, sendo associada a bruxarias e à busca por riqueza, a partir da tentativa de converter metais menos preciosos em ouro, e por vida eterna, a partir da procura pelo elixir da longa vida. Essa influência mística dava aos alquimistas sérios problemas com a Igreja, principal poder político na Europa no período da Idade Média. Por este motivo, os praticantes da Alquimia dificilmente se declaravam alquimistas e assinavam seus escritos usando pseudônimos, bem como utilizavam uma linguagem codificada, decifrada somente por iniciados.

    - Por que você acha que até hoje o cheiro de enxofre é associado ao inferno, pergunta o avô? É porque os alquimistas usavam-no muito em suas práticas secretas, juntamente com mercúrio e sal. Muitos se denunciavam pelo forte cheiro que exalavam.

    A coisa só mudou a partir do século XV, quando uma nova tendência de pensamento eclodiu na Europa, o Renascimento, gerando fortes influências na política, nas artes, na filosofia, nas ciências e na religião, principalmente a partir de um pensamento mais crítico baseado na razão e no raciocínio lógico. Nessa época, algumas gerações de pensadores influenciaram todos os ramos das atividades humanas, podendo-se citar Copérnico, Galileu, Descartes, Kepler, Newton, entre muitos outros.

    É nessa época, mais precisamente a partir do século XVII, que surge uma geração de estudiosos promissores que dariam à Química o status de ciência que outras áreas já haviam conquistado. Entre eles pode-se citar principalmente Robert Boyle e Antoine Lavoisier, considerados os principais responsáveis pela transição da Alquimia à Química. Ambos, em suas obras históricas, O Químico Cético (Boyle, 1661) e Tratado Elementar da Química (Lavoisier, 1789), desenvolveram métodos experimentais criteriosos, nos quais foram medidos respectivamente os volumes e as pressões dos gases e as massas das substâncias sólidas. Como consequência, muitos elementos foram descobertos durante os séculos XVII e XVIII. A partir disso, as teorias herdadas de Aristóteles e seguidas pelos Alquimistas tornaram-se ultrapassadas, assim como já havia ocorrido na Física, quando a teoria geocêntrica de Aristóteles já havia caído por terra frente à teoria heliocêntrica de Copérnico.

    Apesar de muito ter-se descoberto nos séculos XVII e XVIII a respeito da composição das substâncias e sobre as proporções com que estas reagiam, não havia ainda uma teoria sólida sobre a causa das reações químicas. Nesse contexto, Georg Stahl, no principio do século XVIII, propôs uma teoria controversa e não unânime sobre as reações de combustão e de oxidação, que apesar de simplória, representou um entrave na evolução da Química por quase um século. Era a teoria do Flogístico, que afirmava que durante os processos de combustão e de oxidação, uma suposta substância invisível era liberada, o phlogiston. O mérito da teoria do flogístico, ou de seus defensores, é que estes eram capazes de interpretar uma série de processos, inclusive fenômenos estranhos à teoria.

    Por exemplo, ao ser oxidado um metal ganhava massa. Stahl afirmava que o flogístico era mais leve que o ar, e que ao liberar flogístico, o ar ocupava este espaço e por isso o corpo ficava mais pesado. Porém, ainda no século XVIII, em 1781, Antoine Lavoisier demonstraria que o ganho de peso que ocorria quando um metal oxidava-se em um recipiente fechado, era equivalente à perda de peso de ar preso no vaso, e que a presença de oxigênio era imprescindível à combustão, visto que nenhum material queimava-se na ausência de oxigênio. Estas observações de Lavoisier, além de uma sucessão de outras, derrubaram de vez a teoria do flogístico, a qual teve de ser definitivamente abandonada.

    Já no século XIX, com a evolução dos métodos químicos de análise pós século XVIII, um grande número de novos elementos foi descoberto. Nessa época, já se sabia que alguns deles tinham propriedades químicas semelhantes, apesar de massas diferentes. Em 1896, Dimitri Mendeleyev propôs uma tabela de classificação periódica dos elementos, onde organizou 60 dos elementos químicos conhecidos até então em 12 linhas horizontais em ordem crescente de massas atômicas, tomando o cuidado de colocar os elementos com propriedades semelhantes na mesma vertical. Era o nascimento da Tabela Periódica, praticamente da forma como a conhecemos hoje.

    Outro fato importante do século XIX foi a Evolução da Química Orgânica. Nesse período, imperava na Química uma teoria proposta por Jöns Berzelius em 1807, a teoria da Força Vital, a qual afirmava que apenas seres vivos podiam produzir matéria orgânica. Ele baseava-se na idéia de que os compostos orgânicos precisavam de uma força maior (a vida) para serem sintetizados. Foi quando em 1828 Friedrich Wöhler inaugurou uma nova era na Química com a síntese da uréia (um composto orgânico) a partir do cianato de amônio (um composto inorgânico). A partir de então, a teoria da força vital começou a ruir, abrindo espaço para uma série de outras sínteses de compostos orgânicos.

    - Mas vô, pergunta o neto já impaciente, e os átomos, onde entram nessa história? Você nem falou deles!

    - Calma, é a partir daqui que os átomos voltam a ocupar o intelecto humano, responde o avô. Com a definição de algumas leis que regiam as reações químicas por aquele grupo de cientistas precursores da Química moderna (entre eles Lavoisier, Boyle e Proust), John Dalton propôs no início do século XIX a existência de uma unidade mínima de matéria que poderia ser uma partícula fundamental. Entretanto, ainda não havia métodos experimentais para detectar estas partículas.

    Por este motivo, por todo o século XIX as teorias atômicas não tiveram muita relevância no âmbito da Química. Nessa época, muitas teorias importantes foram desenvolvidas sem a necessidade da idéia de átomo, entre elas a Eletroquímica e a própria Química Orgânica. Alguns cientistas até recusavam-se a aceitar a idéia de átomo.

    - Eu também vô, dispenso essa idéia, assim nem preciso estudar para a prova de amanhã, diz o neto.

    - Preste atenção meu neto, foi só no final do século XIX, quando Joseph Thompson realizou um experimento famoso em que eletrizava um gás em uma ampola, através de descargas elétricas, que ele descobriu que os raios emitidos pelo gás eram na verdade elétrons excitados. A partir daí, os modelos atômicos passaram a protagonizar no cenário da Química, com modelos cada vez mais bem elaborados e que buscavam descrever as propriedades da matéria com precisão cada vez maior.

    O interessante é que as cargas elétricas associadas às reações químicas já eram conhecidas há quase um século, por cientistas como Daniell, Volta, Faraday, mas não eram associadas a partículas fundamentais, como propôs Thompson. Apesar da revolução na ciência provocada pela descoberta de Thompson, sua proposta de modelo atômico não foi muito bem sucedida e durou menos de uma década. Isto porque propunha um átomo com cargas positivas e negativas uniformemente distribuídas.

    Foi no princípio do século XX que outro grande nome da Química, Ernest Rutherford, propôs a existência de um núcleo atômico muito pequeno em relação ao tamanho total do átomo, que apresentava carga positiva. Ele observou que quando projetava partículas com carga positiva em uma chapa fina de ouro (um dos metais mais densos que se conhece), a grande maioria das partículas passava sem que sofresse desvio algum; apenas uma pequena parte se desviava; e uma parte menor ainda se chocava com a placa e retornava. Rutherford concluiu que o átomo não podia ser maciço como propunha Thompson, mas que tinha uma região densa e pequena de matéria com carga positiva (o núcleo) e que era envolto por uma região bem maior, onde ficavam as cargas negativas (a eletrosfera). A idéia de Rutherford era fantástica e representou um marco na história do estudo da constituição da matéria. Não à toa ele é considerado o Pai da Física Nuclear.

    Só que o modelo de Rutherford tinha um problema: um paradoxo que contrariava as teorias clássicas da Física sobre o eletromagnetismo: partículas portadoras de carga, como os elétrons girando em torno de um núcleo, perdiam energia e teriam sua velocidade diminuída gradativamente até que caíssem no núcleo e o átomo entrasse em colapso. Estava claro que era necessária uma correção no modelo de Rutherford, e quem teve a incumbência disto foi o jovem e promissor pupilo de Rutherford, Niels Bohr.

    Bohr, inspirado pelos estudos de Max Planck sobre a quantização da energia e posteriormente pelos estudos de Albert Einstein sobre a quantização da luz, propôs que quando os elétrons giravam em torno do núcleo, o faziam sem perder ou ganhar energia, como se estivessem em níveis estacionários de energia. Também propôs que quando os elétrons absorviam energia saltavam de órbitas mais internas para órbitas mais externas e ao retornarem emitiam o excesso de energia na forma de luz. Apesar da simplicidade das idéias e das fórmulas matemáticas utilizadas por Bohr para propor seu modelo atômico, elas davam a resposta numérica exata para as posições das linhas dos espectros de hidrogênio, obtidos ao longo do século XIX por Balmer, Paschen e Lyman sem saber ao certo o que significavam, o que instigava os cientistas. Por isso o modelo atômico de Bohr representou um importante pilar para o desenvolvimento de uma teoria mais elaborada que viria a ser desenvolvida e consolidada na primeira metade do século XX, a Teoria Quântica.

    Esta última, por sua vez, levava em conta dois princípios fundamentais da matéria: o comportamento dual entre partícula e onda, proposto por Louis de Broglie, e a incerteza em relação à posição quando se conhecia com precisão o momento ou a energia de um átomo ou de um elétron, descoberto por Werner Heisenberg. Destas limitações intrínsecas com relação ao que podemos observar sobre a natureza da matéria, surge uma teoria matemática refinada que descarta a idéia improvável de Bohr de que os elétrons giravam em órbitas bem definidas em torno do núcleo atômico e a substitui por densidades de probabilidade de se encontrar os elétrons em determinadas regiões do espaço, os orbitais.

    Além disso, no princípio do século XX, Henri Becquerel, Marie Curie e Pierre Curie seriam os responsáveis pela descoberta e explicação do fenômeno da radioatividade ao estudarem elementos que emitiam luz espontaneamente, abrindo caminho para um vasto campo de pesquisas ao longo do século XX, cujas aplicações teriam enorme influência na história da humanidade, seja por seu uso menos nobre, como na bomba atômica que devastou as cidades de Hiroshima e Nagasaki em 1945, seja por sua principal utilização, a aplicação de radioisótopos em diagnósticos e tratamentos de câncer.

    Já a teoria Quântica e o modelo atômico quântico que derivou dela são responsáveis pela maneira como interpretamos o mundo microscopicamente e pelo desenvolvimento das teorias atuais sobre as propriedades da matéria. Dois importantes nomes são responsáveis pela aplicação da teoria quântica na interpretação das ligações químicas durante o século XX, Gilbert Lewis e Linus Pauling. A partir de suas teorias, passou-se a ter uma maior compreensão sobre como a matéria interage a partir das ligações químicas, que são a base principal da descrição da natureza e de tudo que envolve suas transformações.

    - Tudo isso já no século em que eu nasci. Pra ver meu neto como seu avô é velho!

    - Vô, o senhor que é velho ou será a Química que é nova demais? Argumenta o neto.

    Para saber mais:

    CHASSOT, A. Ciência através dos tempos. 2ª. ed. São Paulo: Editora Moderna, 2004.
    GREENBERG, A. Uma Breve História da Química: Da Alquimia às Ciências Moleculares Modernas. 1ª. ed. São Paulo: Editora Edgard Blucher, 2009.
    FARIAS, R. F. Para gostar de ler: A historia da Química. 1ª. ed. São Paulo: Editora Átomo, 2003.
    VANIN, J. A. Alquimistas e Químicos: o passado, o presente e o futuro. São Paulo: Editora Moderna, 2005.
    GLEISER, M. Mundos Invisíveis. São Paulo: Globo, 2008.
    STRATHERN, P. trad. BORGES, M. L. O sonho de Mendeleiev: a verdadeira história da química. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2002.

    Valderi Pacheco dos Santos é professor de Química da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste).

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    Para quem gostou do texto, sugiro também a leitura desta outra crônica: "Por que acreditamos em átomos?"



  • Folha artificial sintetiza combustível a partir da luz solar - 12-10-2011

    Pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) criaram uma espécie de folha de árvore articificial capaz de criar combustível a partir da luz do sol. O protótipo recebeu esse nome porque, tanto quando a folha de uma árvore, consegue sintetizar um combustível químico e armazená-lo para gerar energia mais tarde.

    Composta de uma célula de silício - mesmo material usado nas placas fotovoltaicas -, que tem mateirias catalisadores diferentes colados a cada uma de suas faces, a folha artificial não precisa de sistemas de controle externos. Em um tanque com água, o dispositivo começa a gerar bolhas, algumas de oxigênio e outras de hidrogênio. Se o recipiente tiver uma barreira que separe as duas correntes de bolhas, é possível armazená-las e utilizá-las mais tarde para a geração de energia. O exemplo citado pelos pesquisadores no artigo publicado na revista Science é o de usar as bolhas em uma célula que recombine os dois elementos químicos, transformando-os novamente em água, e libere corrente elétrica no processo.

    Segundo Daniel Nocera, chefe da pesquisa e professor de química no MIT, a folha artifical é composta por uma fina lâmina de silício, usada para transformar os raios solares em eletricidade. De um lado da lâmina há uma camada de cobalto, catalisador resposável por liberar as bolhs de oxigênio - a descoberta de que o gás é combustível também foi feita por Nocera, em 2008. O outro lado da "folha" tem uma camada de liga de níquel, molibdênio e zinco, responsável pelas bolhas de hidrogênio.

    O pesquisador destaca que cobalto, níquel e silício existem em abudância na natureza, o que barateia a construção do dispositivo. Esse seria um dos diferenciais da criação, uma vez que algumas iniciativas anteriores tentavam quebrar a molécula de água a partir da luz do sol usando materias raros e caros como a platina. outras experiências usavam soluções corrosivas, o que também não é o caso da "folha" descrita no artigo - assinado também pelo estudante de pós-doutorado Steven Reece.

    A questão dos baixos custos é outro ponto importante da pesquisa. Os químicos criaram uma versão da "folha" que usa cabos para conectar os catalisadores à célula de silício, e estão fazendo testes para verificar qual das duas opções é melhor em termos de custo-benefício. A versão sem fio registrou eficiência de 2,5% de aproveitamento da luz solar, e a cabeada marcou 4,7% - paineis fotovoltaicos comerciais têm eficiências superiores a 10%. Outra opção em estudo é a substituição do silício por outros materiais fotovoltaicos, como óxido de ferro, que tem custo bem mais baixo. "É tudo uma questão de criar opções", conclui Nocera.

    Para ele, o próximo passo da pesquisa é criar partículas pequenas, compostas da mesma forma, que funcionem mais como algas fotossintéticas do que como folhas. A vantagem, nesse caso, seria uma área de contato maior entre a criação e a água e o sol, aumentando sua eficiência- por outro lado, criar um sistema de barreira para separar as bolhas de gás seria mais complicado, pondera.

    Apesar do funcionamento comprovado, a folha aritfical ainda não está pronta para comercialização, uma vez que necessidade de sistemas anexos capazes de coletas as bolhas e armazená-las para posterior combustão e geração de energia. "Mas é um passo, e estamos no caminho certo", afirma Nocera. para o pesquisador, no futuro seria possível que as casas suprissem sua demanda de energia com sistemas assim, o que resolveria também o problema de redes de eletricidade instáveis em algumas regiões do planeta. 


  • Plantas que diminuem a poluição dentro de casa - 23-09-2011
    Este artigo foi publicado hoje no site do Conselho Regional de Química da 5ª Região e achei muito interessante.

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    Nove plantas que diminuem a poluição dentro de casa

    As vantagens que as plantas de interiores têm sobre as outras são suas adaptações às regiões tropicais, onde crescem sob as sombras de árvores e devem sobreviver em áreas de pouca luz. Elas são ultra-eficientes na captura de luz e consequentemente possuem uma alta taxa de processamento de gases na fotossíntese. Nesses gases estão presentes alguns químicos, como fomaldeído, tricloroetileno e benzeno. 

    O formaldeído é um dos compostos orgânicos voláteis, empregado em vários produtos do dia-a-dia, como nos produtos de limpeza, materiais de construção ou tintas. Outra característica do formaldeído é o ?cheiro de novo?, como é sentido em carros ou de esmaltes de unha. Ele é prejudicial para a saúde, ocasionando problemas respiratórios. 

    Usado principalmente como solvente industrial, o tricloroetileno também está presente em adesivos e líquidos para a remoção de tintas. Já o benzeno está em produtos como gasolina, tintas e solvente e chega até a reduzir o nível de glóbulos brancos no corpo humano. 

    Confira plantas que absorvem parte dessas substâncias: 

    Azalea 
    Combate o formaldeído de fontes como madeira compensada ou espumas isolantes, além de camuflar o odor forte do amoníaco. 

    Babosa 
    Ajuda e eliminar o benzeno e o formaldeído, sendo conhecida principalmente pela utilização do gela da sua folha em tratamentos estéticos. 

    Clorofito 
    Combate o benzeno, o formaldeído, o monóxido de carbono e o xileno, comum em solventes e outros produtos químicos. 

    Crisântemo 
    As flores são ótimas para eliminar o benzeno. 

    Gérbera 
    Remove o tricloroetileno, substância cancerígena usada como solvente em processos lavagem a seco. Também reduz a concentração do benzeno, que está relacionado à leucemia. 

    Hera 
    Segundo alguns estudos, ela reduz a concentração de partículas de material fecal e de mofo presentes no ar. É importante lembrar que suas folhas são tóxicas, sendo importante deixar vasos fora do alcance de crianças e animais. 

    Jiboia 
    Combate o formaldeído e exige pouca luz para se manter.

    Lírio-amarelo 
    Absorve o monóxido de carbono em grande quantidade, gás tóxico que pode alterar a pressão sanguínea e causar sensação de sufocamento.  

    Lírio da Paz 
    Os lírios da paz são eficientes na eliminação dos três gases voláteis mais comuns (formaldeído, benzeno e tricloroetileno) além do tolueno e xileno. 

    Matéria original aqui



  • Tabela Periódica em códigos QR - 22-08-2011
    Gente, essa dica é muito legal! Foi passada pelo prof. Luis Brudna no Facebook e eu amei!

    Trata-se da Tabela Periódica em códigos QR, aqueles que você pode escanear utilizando um smartfone!

    Ao escanear um código, você será direcionado para o vídeo do Periodic Videos, correspondente ao elemento escolhido.

    Veja um vídeo explicativo e clique na imagem da Tabela QR logo abaixo para ter acesso à imagem em tamanho grande, que você pode utilizar como quiser, pode imprimir, etc.







    Clique na imagem


  • Cientistas transformam ácido em base - 02-08-2011
    Os novos compostos poderiam ser utilizados para a produção de catalisadores de reações. 




    Por Daniel Pavani


    Todos que se lembram pelo menos um pouco do Ensino Médio, devem lembrar que ácidos e bases são compostos antagônicos. Mesmo assim, um cientista da Universidade da Califórnia conseguiu transforma um no outro, desafiando as ?leis? da Química.

    Até onde se sabe, ácidos e bases são substâncias essencialmente opostas, pelo menos quimicamente. Este antagonismo vem do comportamento de seus pares iônicos e a capacidade das bases de doarem elétrons e dos ácidos de receberem. Entretanto, o pesquisador Rei Kinjo e seus colegas conseguiram fazer com que um composto ácido se comportasse como uma base, conta o site PopSci.

    Eles conseguiram fazer isso alterando a posição e a quantidade de elétrons em um composto de Boro (tipicamente ácido), sem alterar a estrutura de seu núcleo. A ideia não é transformar as leis da Química, mas apenas criar uma nova espécie de catalisador para reações químicas.

    ?É como transformar um átomo em outro?, comenta Guy Bertrand, um co-autor do trabalho. O borylene ? assim como foi chamado o novo composto, em inglês ? poderá ser utilizado para a fabricação de novos catalisadores, que poderão ser úteis nas indústrias de novos materiais e farmacêutica.

    O trabalho dos pesquisadores foi publicado em um artigo na revista científica Science, na edição de 29 de julho.

    Matéria original: http://miud.in/Sns



  • Solvente praticamente universal - 15-06-2011

    Brasileiros criam solvente universal, que dissolve quase qualquer coisa

    Universol

    Pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) descobriram e depositaram pedido de patente de um composto que dissolve praticamente qualquer material orgânico ou inorgânico.

    O agente resolve um problema antigo ao ser capaz de dissolver sem alterar a composição química da substância.

    A dissolução é um passo essencial para a análise de amostras, usada para avaliações de controle de qualidade ou da presença de componentes inorgânicos ou orgânicos, tóxicos ou não.

    Os autores da descoberta são os professores Claudio Luis Donnici e José Bento Borba da Silva, do Departamento de Química da UFMG.

    A substância, registrada com a marca Universol, está pronta para ser aplicada e ter sua tecnologia transferida a empresas que desejem produzir e comercializar o produto em larga escala.

    Solvente universal

    Segundo Donnici, o Universol é útil, por exemplo, para mostrar se um cosmético ou um alimento contém metal pesado, ou se a casca de uma árvore a ser utilizada para produzir um medicamento está contaminada com metais ou substâncias tóxicas.

    "Ele também dissolve rapidamente carnes, unha, cabelo, pele, sementes, cereais ou qualquer outra matéria orgânica", comenta o professor.

    Segundo Donnici, o composto é um agente solubilizante simples, eficiente e reprodutível, que dissolve praticamente qualquer tipo de amostra em um tempo que varia de um a 30 minutos. "Por isso pode ser considerado um agente solubilizante praticamente universal".

    Outra vantagem do solvente é promover a solubilização à temperatura ambiente e, em quase todos os casos, sem necessidade de uso de métodos adicionais, como ultrassom e micro-ondas.

    "Apesar do seu enorme poder solubilizante, o Universol é um reagente seguro, que pode ser manipulado sem complicações em qualquer laboratório e com a utilização de frascos de vidro ou de plástico (tipo eppendorf) comuns", informa.

    Solubilização rápida

    Claudio Donnici ressalta que outros agentes conhecidos de solubilização demoram cerca de 12 horas para dissolver, por exemplo, amostras de unhas ou de fios de cabelo, enquanto o Universol realiza essa solubilização em cerca de 30 minutos.

    "Com o desenvolvimento desse método, mais simples e adequado para preparação de amostras, evitam-se dissoluções ácidas, extrações e outras dificuldades para o uso de técnicas espectrométricas de análise química, tornando-o mais viável para análises de grande quantidade de qualquer tipo de amostras para avaliação da sua composição química, especialmente quanto aos componentes inorgânicos", explica.

    A equipe realizou testes com diversos materiais e demonstrou a eficácia do agente em alimentos, desde bebidas a cereais a sementes; em qualquer tecido animal ou vegetal; amostras minerais e inorgânicas ou biológicas, a exemplo de cogumelos, insetos e microrganismos, bem como em resíduos biológicos e materiais petroquímicos da área de cosméticos, o que possibilitou a realização de testes cromatográficos e espectrométricos, para análises das mais diversas.

    "O grande trabalho foi mostrar o escopo e a confiabilidade da técnica para os mais variados tipos de amostra", informa Donnici.

    Simplicidade impressionante

    Donnici conta que os estudos foram patrocinados por um programa da Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig), cujo objetivo era consolidar estudos ambientais avançados.

    "A intenção era estabelecer novas tecnologias científicas e computacionais para o monitoramento ambiental e análise de poluentes. Dentre as várias descobertas realizadas nesses anos de pesquisas, destacamos o desenvolvimento do Universol", comenta.

    "O problema preliminar de análise química orgânica ou inorgânica dos mais diversos materiais é obter a total dissolução das amostras, com a formação de soluções homogêneas, de modo a não alterar sua composição química", esclarece.

    Donnici revela que a equipe ficou impressionada com o que descobriu, uma vez que a composição é relativamente simples e barata, "de alta eficiência e rapidez e de escopo e aplicabilidade enormes".


  • Moléculas em Exposição - 27-05-2011
     
    Moléculas em Exposição

    Autor: John Emsley

    Editora: Blücher

    Informações: O que tem o chocolate que faz com que nos sintamos bem quando o comemos? Qual é a molécula que atiça os homens?

    Neste fascinante livro, John Emsley conduz-nos numa visita guiada ao longo de uma galeria em que estão expostos quadros de moléculas, algumas prejudiciais, outras agradáveis, mostrando como as moléculas afetam nossas vidas.

    Fique sabendo como Mozart encontrou a morte, o que há por trás do problema das vacas loucas, a verdade sobre substâncias há muito conhecidas mas só hoje empregadas em escala industrial e muitos outros bocadinhos neste livro que distrai muito e muitas vezes nos surpreende.

    O bom humor do autor: " A experiência nos diz que nem todos os amigos, parentes, carros, refeições de gourmets e feriados são bons, e que nem todos os vizinhos, sogras fast food e aeroportos são ruins."

  • O uso de blogs na Educação - 16-05-2011
    Acabei de assitir ao vídeo de uma palestra feita pelo professor Sérgio Lima, de Física, sobre o uso de blogs na Educação e achei interessante compartilhar com vocês.

    Nesta palestra, o professor fala sobre a forma de usar os blogs e chama a atenção para o fato de que não adianta usar novas tecnologias para fazer o mesmo que se fazia antes.

    O vídeo é um pouco longo, mas vale a pena reservar um tempo para vê-lo.



  • Divulgação Científica e Educação - 03-05-2011

    Hoje vim dar uma dica muito interessante para vocês que foi me passada por um colega que trabalha com Divulgação Científica. Trata-se da série de vídeos Divulgação Científica e Educação do programa Salto para o Futuro da TV Escola.

    Confesso que não assiti a todos os vídeos ainda, mas confio plenamente na indicação do colega e, por isso, indico a vocês.

    São 5 programas com os seguintes temas:
    • Divulgação Científica e Sociedade
    • Divulgação Científica e Público infantil
    • Divulgação Científica e Mídia
    • Outros lhares sobre Divulgação Científica
    • Divulgação Científica em Debate
    Os vídeos acompanham um material escrito que trata de todos os temas abordados nos vídeos e que pode ser baixado num link que aparece logo abaixo dos links dos programas.

    Vale a pena conferir!

    Para acessar os vídeos clique aqui. O site funciona melhor no Internet Explorer e é necessário estar cadastrado e logado para assistir aos vídeos.


  • Pesquisa sobre o blog - 11-04-2011
    Caros leitores

    Gostaria de obter algumas informações sobre como vocês utilizam o blog Ensino de Química, sobre como vocês o veem, enfim, no que ele é útil na vida dos leitores.

    Para isso, preciso que vocês me ajudem respondendo o questionário abaixo até o dia 30 de abril. É rápido, não dói e me ajudará muito!

    Desde já agradeço a cooperação de vocês.

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